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Saúde

IPS: Falta de planejamento paralisa obra de bilhões e obriga a gastar mais

Equipamentos de USD 20 milhões aguardam em contêineres desde 2022 enquanto novos gastos surgem por falhas técnicas

28/06/2026 14:00 3 min lectura 21 visualizações
IPS: Falta de plan paraliza obra millonaria y obliga a gastar más

O informe técnico mostra que a paralisação da obra de G. 53 bilhões não obedeceu a um fato imprevisto, mas a uma condição que deveria ter sido considerada durante a etapa de design e planejamento do projeto.

A empresa encarregada do ressonador constatou que a área onde desembocam os tubos de quench, o sistema que evacua hélio em caso de emergência, se converteu em um setor de circulação permanente de operários e terceiros.

Porém, o próprio informe assinala que o design original nunca contemplou trânsito de pessoas nesse lugar, razão pela qual as saídas do sistema foram orientadas para essa área.

Essa falta de previsão ocorre na obra de construção de uma nova área para centros cirúrgicos na propriedade do Hospital Central do IPS, após o fracasso da primeira licitação que tinha previsto colocar os equipamentos no sétimo andar.

Uma auditoria demonstrou que a estrutura do sétimo andar não estava preparada para suportar a carga dos equipamentos. Em consequência, as máquinas com um custo de USD 20 milhões ficaram abandonadas desde 2022, primeiro no pátio do IPS e atualmente estão em contêineres na área de maquinarias.

A administração de Isaías Fretes anunciou que abrirá os contêineres para verificar o estado dos equipamentos.

A nova obra para salvar a anterior fracassada foi adjudicada por G. 53.000 milhões, além de ter uma adenda de G. 8.186.400.000. Essa contratação está parada pelo perigo para os trabalhadores e propiciou uma nova licitação. Ou seja, mais gastos por falta de planejamento.

O IPS fez um novo chamado para readequações elétricas e a transferência de equipamentos eletromecânicos necessários para destravar o projeto com ofertas de fornecedores entre G. 1.200 e G. 1.400 milhões, um gasto adicional que não seria necessário se todas as condições técnicas tivessem sido contempladas desde o início.

O custo não se limita ao aspecto financeiro. Cada dia de atraso implica postergar a ampliação dos centros cirúrgicos, uma das áreas com maior demanda dentro do Hospital Central do IPS.

Em um sistema onde frequentemente se reporta escassez de consultas, qualquer demora na habilitação de novos espaços repercute diretamente na capacidade de atendimento de pacientes.

Também existe um custo administrativo. A paralisação obriga a revisar cronogramas, renegociar prazos contratuais, coordenar novamente com fornecedores especializados e manter recursos imobilizados enquanto se resolvem as observações.

Cadeia de erros. Os centros cirúrgicos modulares são uma herança de Andrés Gubetich em 2020, e durante a administração de Vicente Bataglia, como solução rápida se convocou a nova construção adjudicada sem contemplações em um processo questionado. Hoje essa cadeia de más decisões administrativas tem a área de centros cirúrgicos do sétimo andar clausurada, a nova construção parada e a necessidade de gastar em mais licitações para mobilizar equipamentos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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