A amamentação pode ser o primeiro escudo contra a obesidade infantil
Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde destacou uma notícia que interpela atualmente as pessoas em todo o mundo: a prevenção da obesidade infantil pode começar desde os primeiros dias de vida e ter como uma de suas principais aliadas a amamentação.
Em um século XXI marcado pelo avanço da obesidade como uma verdadeira epidemia, a alimentação durante os primeiros meses aparece como uma ferramenta-chave para proteger a saúde das futuras gerações.
A amamentação não apenas fornece os nutrientes que o bebê precisa para crescer e se desenvolver adequadamente. Também pode contribuir para reduzir o risco de desenvolver sobrepeso e obesidade, além de oferecer benefícios que se estendem até a idade adulta.
De acordo com a evidência científica, as crianças que recebem leite materno apresentam aproximadamente 13% menos risco de desenvolver sobrepeso ou obesidade. Este efeito está relacionado com a composição do leite materno, sua capacidade para favorecer uma adequada regulação do apetite e seu aporte de componentes que ajudam a manter uma microbiota intestinal saudável.
No Paraguai, mais de três em cada dez crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos apresentam excesso de peso, segundo dados do SISVAN 2024.
A proteção não termina ali. A amamentação também está vinculada com uma menor probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares em etapas posteriores da vida.
O desafio adquire relevância especial no Paraguai. Os registros do Sistema de Vigilância Alimentar Nutricional (SISVAN) correspondentes a 2024 mostram que 34,6% das crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos apresentam excesso de peso. Dentro deste grupo, 20,9% tem sobrepeso e 13,7% apresenta obesidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva durante os primeiros seis meses de vida. Depois, aconselha incorporar alimentos complementares apropriados e continuar com a amamentação até os dois anos ou até mais, sempre que seja possível.
Proteção com a primeira alimentação
O leite materno possui uma combinação de água, proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais adaptada às necessidades do bebê. A isto se somam anticorpos e oligossacarídeos que contribuem ao fortalecimento das defesas e ao desenvolvimento de uma microbiota intestinal equilibrada.
Por esse motivo, promover e proteger a amamentação constitui uma das estratégias de saúde pública com maior potencial para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida a longo prazo.
A Semana da Amamentação se desenvolve este ano sob o lema "Amamentação: um início sustentável em qualquer circunstância. Fortaleçamos as ações que funcionam", com o objetivo de colocar novamente o foco na necessidade de gerar condições que permitam às mães amamentar e receber acompanhamento durante este processo.
Dados-chave
- 34,6% das crianças e adolescentes de 5 a 19 anos apresentam excesso de peso no Paraguai.
- 20,9% registra sobrepeso.
- 13,7% apresenta obesidade.
- A amamentação pode reduzir aproximadamente 13% o risco de sobrepeso e obesidade.
- A OMS recomenda amamentação exclusiva durante os primeiros seis meses e continuar até os dois anos ou mais.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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