ANDE explica os quatro pontos-chave da lei de investimento privado em geração de energia
Quatro figuras principais da nova normativa
O presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Félix Sosa, explicou os aspectos principais da nova lei que regulamenta a participação do setor privado na geração de energia elétrica no Paraguai.
Segundo o funcionário, a normativa estabelece quatro figuras principais para esta participação:
Autogeneração para reduzir custos
A primeira figura é a autogeneração, que permite a usuários gerar energia elétrica para seu próprio consumo. A energia excedente é adquirida pela ANDE de forma obrigatória até um megavata de potência.
Sosa esclareceu que o objetivo principal da autogeneração não é obter ganhos, mas reduzir a fatura de consumo para os usuários. "Não é um negócio que um vai colocar painéis solares com o intuito de ganhar dinheiro. É com o intuito de que lhe convém mais, em vez de pagar a fatura a um certo percentual", precisou.
O custo médio de geração é calculado com base no mix energético de Itaipu, Yacyretá e Acaray, que em 2025 foi de USD 27 por megavata na barra.
Outras figuras de geração
A segunda figura corresponde à cogeração, que permite a indústrias como as açucareiras produzir energia dentro de seus próprios processos produtivos.
A terceira figura é a do gerador independente, e a quarta corresponde ao exportador de energia.
Capacidade de geração permitida
"Até um megavata de potência, mais ou menos, pode alimentar dois prédios de 15 andares. Até esse nível a ANDE está obrigada a comprar", explicou Sosa sobre os limites da obrigação de aquisição por parte da empresa estatal.
Marco legal e modernização energética
O Decreto N° 6034, assinado recentemente, regulamenta a Lei N° 7599/2025 de modernização do regime de Energias Renováveis Não Convencionais (ERNC) não hidráulicas.
Esta normativa representa uma mudança sistêmica na estrutura energética do país, estabelecendo as bases legais para abrir a atividade de geração e comercialização de energia à participação do capital privado.
Até agora, a transmissão e distribuição de energia no Paraguai estava centralizada sob o controle estatal através da ANDE. Com esta nova regulação, moderniza-se o setor mantendo um marco de obrigações para garantir o acesso à energia.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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