Novillo Mercosur subiu para US$ 4,88 e preços avançaram nos quatro países da região
O mercado do gado gordo manteve firmeza nos quatro principais países pecuários do Mercosul, em um cenário onde a disponibilidade de hacienda continua sendo ajustada frente às necessidades de compra.
O Índice do Novillo Mercosul aumentou quatro centavos na última semana e alcançou US$ 4,88 por quilo de carcaça, de acordo com o último informe da Faxcarne.
A referência regional acumula uma recuperação de US$ 0,21 por quilo, equivalente a 4,5%, nas últimas cinco semanas. Enquanto isso, frente ao nível registrado em 14 de julho, quando o índice se situava em US$ 4,70, o incremento alcança 3,9%.
Uruguai continua com o valor mais alto dentro do bloco. A referência para o novillo especial avançou cinco centavos na semana e se situou em torno de US$ 5,90 por quilo de carcaça, frente a US$ 5,85 da semana anterior.
A consultora apontou que são poucos os negócios que conseguem se concretizar, em meio a uma oferta reduzida que foi aprofundada pelas abundantes precipitações. Em um mês, o valor do novillo uruguaio aumentou 3,5%.
Na Argentina, o novillo de exportação também avançou seis centavos durante a última semana, passando de US$ 5,69 para US$ 5,75 por quilo de carcaça, valor que contempla o imposto de 5% aplicado à exportação de carne de novillo. As chuvas também condicionaram a disponibilidade de hacienda e agregaram pressão sobre os preços. A referência exportadora acumula uma melhora mensal de 1,7%.
No caso argentino, Faxcarne também situou o novillo destinado ao consumo interno, de entre 430 e 460 quilos vivos, em US$ 5,28 por quilo de carcaça, abaixo dos US$ 5,36 de uma semana atrás e com uma queda de 1,3% frente a meados de julho.
Paraguai acompanhou a tendência altista regional e apresentou a maior valorização mensal entre os quatro países. O macho para abate alcançou uma referência de US$ 5,30 por quilo de carcaça, oito centavos acima dos US$ 5,22 da semana anterior. Frente aos US$ 4,98 registrados em 14 de julho, a alta acumulada é de 6,4%.
Desta forma, Paraguai se mantém acima da média regional e das referências brasileiras, embora ainda abaixo de Uruguai e do novillo de exportação argentino. O comportamento coincide com um cenário de oferta limitada de hacienda e uma forte competição das indústrias por completar suas necessidades de abate.
Brasil: a média sobe pela quinta semana e há diferenças entre estados
No Brasil, a cotização do gado medida em dólares aumentou pela quinta semana consecutiva. A média do boi gordo nos principais estados exportadores avançou três centavos, desde US$ 4,30 até US$ 4,33 por quilo de carcaça, e acumula uma melhora de 4,5% no último mês.
O maior valor entre os estados analisados pela Faxcarne corresponde ao Rio Grande do Sul, com US$ 4,52 por quilo de carcaça, embora a referência tenha se mantido estável com relação à semana anterior e ainda se encontre em níveis abaixo dos patamares observados em meados de julho.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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