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Política

Para ministro da Economia, reajuste para médicos é de 'cumprimento impossível'

25/08/2026 19:45 3 min lectura 14 visualizações

O ministro Óscar Lovera, que se reuniu nesta segunda-feira com membros da Comissão de Hacienda do Senado, foi abordado pela mídia com relação à medida de força dos médicos e às soluções que apontariam para resolver o conflito levantado. Disse, em primeiro lugar, que o reajuste que solicitam é de cumprimento impossível, mas, contudo, outras medidas que já se contemplam na lei da carreira sanitária poderiam ser implementadas em benefício do horário dos trabalhadores de saúde.

Lovera detalhou que neste momento o impacto financeiro, no caso de ceder ao pleito dos que estão com a medida de força, implicaria em desembolsos extraordinários que não poderá cumprir.

"Eles estão com um pedido realizado, neste caso, de um ajuste salarial de 76%, falam que é mais ou menos, seriam G. 3.000.000 por cada vínculo do setor médico. Estamos falando de um ajuste que significaria um pouco mais de USD 100 milhões para o orçamento. A realidade, entendendo um pouco a composição e estrutura do gasto rígido que temos hoje, este pedido em si para nós resulta de cumprimento impossível", sentenciou o ministro.

Diante da pergunta sobre se existe possibilidade de oferecer um reajuste parcial ou gradual no curto prazo, o secretário de Estado reiterou que a conjuntura orçamentária atual impede qualquer compromisso de incremento salarial direto para o setor de saúde pública ou para outros sindicatos da função pública que levantam demandas similares.

Sinalizou que é um "ajuste generalizado" o que os médicos pedem e isso impactaria de maneira enorme no orçamento, razão pela qual neste momento não tem resposta a oferecer-lhes além de trabalhar sobre a formalização da carreira sanitária.

Apontou ainda que Saúde não é o único setor afetado pelo maior custo de vida que ao final reduz o poder de aquisição dos salários.

"É uma realidade que afeta não somente o setor médico, é uma realidade que afeta muitos setores do funcionalismo público. E que nós deveríamos pensá-lo em uma visão muito mais de carreira do que de ajuste salarial, porque os ajustes salariais generalizados são os que terminam vinculando os desfases entre os ingressos e os gastos", sustentou.

Cabe mencionar que os médicos falam que em 2012 o que ganhavam era equivalente a três salários mínimos, enquanto que hoje o que recebem do Estado representa apenas 1,50 de um salário mínimo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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