Barán vê pouco aplicável pedido de grevistas: "Tenho meu coração com os médicos, mas toca administrar"
A titular do Ministério de Saúde Pública e Bem-Estar Social (MSPyBS), María Teresa Barán, em contato com a rádio Monumental 1080 AM, falou nesta terça-feira sobre como transcorrem as negociações com os médicos que entraram em greve desde segunda-feira e continuam mobilizados em vários pontos do Paraguai.
Nesse sentido, apontou que "sempre estão abertos ao diálogo em todo momento".
"Desde que assumimos a administração, estivemos sempre abertos ao diálogo e a chegar a esse trabalho articulado que sempre tivemos com Sinamed (Sindicato Nacional de Médicos)", afirmou a ministra da pasta sanitária.
Recordou que como fruto de conversas passadas se conseguiu uma jornada laboral de 12 horas semanais por vínculo para os profissionais médicos.
"Alcançamos o aumento dos médicos residentes de G. 4 milhões para G. 6 milhões. Outro dos logros, que foi também uma luta sindical, foi pagá-los a todos os médicos da estratégia, atenção primária, um salário único de G. 15 milhões", explanou.
Barán insistiu que sempre estiveram ao lado do gremio médico, mas que em seu cargo atual lhe toca a administração estatal.
"Claro que vou ter meu coração com os médicos, mas agora a mim me toca administrar a saúde pública do país, onde não devo apenas administrar os contratos ou vínculos dos médicos. Eu tenho que controlar também por todos os grupos ocupacionais. Todos são importantes", expressou.
A respeito, reconheceu que o aumento que pedem os médicos pode ter um efeito dominó.
"Se eu lhes aumento aos médicos (o salário) posso ter um efeito dominó onde todos os grupos ocupacionais vão querer ganhar melhor. Todos esses são gastos fixos. Hoje não temos esses recursos. Eu não digo que não se merecem, é claro que se merecem, mas se merece o médico que se forma e aposta por sua formação", ressaltou.
Sobre o ponto, considerou necessária uma lei de carreira sanitária para ordenar o sistema de saúde e estabelecer uma estrutura salarial, segundo o grau acadêmico e o nível de formação de cada profissional.
"Tudo isso se coloca na carreira sanitária, mas na mesa de negociação Sinamed se fechou e disse que primeiro quer que todos ganhem esse piso de G. 8 milhões, G. 16 milhões e G. 24 milhões e depois ver como trabalhar na carreira sanitária", questionou.
Além disso, sustentou que um aumento salarial não é uma decisão unilateral do Ministério de Saúde.
"Eles se fecham em que temos que buscar de onde tirar os recursos. Se eu for populista, vou fazer o pedido. Aqui é mais complexo que uma decisão unilateral do Ministério de Saúde. Eu preciso ter como uma paz institucional e buscar o bem-estar de todos os grupos ocupacionais", expressou.
Continuou indicando que seu orçamento é de USD 1.400 milhões anuais, mas que nem sempre têm essa disponibilidade no plano de caixa e especificou que o orçamento ideal para saúde é de cerca de USD 2.200 milhões.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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