Exministro e funcionários do MEC declararam que não houve irregularidades no título de Rivas
No marco do julgamento oral que enfrenta o ex-senador Hernán Rivas pela presunta falsidade de seu título de advogado, declararam vários testemunhas-chave, entre as quais se destacaram os depoimentos do ex-ministro da Educação, Eduardo Petta, assim como o de outros funcionários daquela pasta estatal e ex-alunos da Universidade Sudamericana.
O ex-ministro Eduardo Petta foi claro e contundente ao assinalar que: "Em nenhuma parte do parecer do doutor Casañas Levi, nem na Auditoria Interna, nem na do Poder Executivo, consta que o título de Rivas é falso". Igualmente, o ex-secretário de Estado negou de maneira enfática ter dado instruções a funcionários do Ministério da Educação e Ciências (MEC) para acelerar ou aprovar o registro do título universitário do ex-legislador colorado em junho de 2020.
A testemunha também negou ter conversado ou dado alguma ordem aos então funcionários Ricardo Ortiz ou Andrea Estigarribia, que intervieram no processo de registro dos documentos acadêmicos. Diante da pergunta sobre este ponto, respondeu com um rotundo "Não, não, não" e explicou que não mantinha contato direto com o pessoal daquela categoria, porque seu vínculo institucional se desenvolvia principalmente com os vice-ministros, que gerenciavam suas próprias estruturas hierárquicas.
Da mesma forma, o ex-ministro negou ter conversado com Rivas ou ter recebido algum pedido seu para apressar os trâmites ou registrar seu título sem os controles correspondentes. Petta afirmou que nunca falou com o processado, nem pessoalmente nem por telefone. Esclareceu que não se trata de um esquecimento, mas que jamais teve contato com o ex-senador e que tampouco registrou alguma vez seu número telefônico. "Nunca tratei, nunca falei, nunca; menos isso que o senhor está dizendo", afirmou de maneira categórica.
Além disso, sustentou que, em seu papel de ministro, não podia ab-rogar a resolução que autorizava a emissão do título de Hernán Rivas sem submeter previamente os pareceres à consideração da Assessoria Jurídica. Detalhou que nenhuma dependência do MEC nem do Poder Executivo respaldou uma recomendação desse tipo, embora sim se tivesse solicitado controlar de forma geral os títulos expedidos pela Universidade Sudamericana.
Outros depoimentos
Durante a audiência também prestou depoimento Casimiro Marín, diretor de Auditoria Interna do MEC em 2020. A testemunha assinalou que se analisaram detalhadamente os documentos apresentados para registrar o título de Rivas e que o circuito administrativo seguido durante o trâmite não revelou nenhuma irregularidade, pelo que correspondia sua inscrição legal.
Por sua vez, Rodrigo Ramírez, chefe interino de Investigações da Direção de Transparência do MEC, afirmou perante o tribunal que não detectaram anomalias no circuito interno institucional para o registro do documento. O funcionário tampouco encontrou inconsistências nem prazos notáveis na emissão do parecer correspondente.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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