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Saúde

Ministra Barán expõe desafios orçamentários em negociações com sindicato médico

25/08/2026 21:15 3 min lectura 29 visualizações

Diálogo contínuo com o sindicato médico

A titular do Ministério de Saúde Pública e Bem-Estar Social (MSPyBS), María Teresa Barán, expressou que a pasta sanitária mantém disposição ao diálogo permanente com os médicos que se encontram mobilizados desde segunda-feira passada em vários pontos do Paraguai.

Em declarações à rádio Monumental 1080 AM, Barán sinalizou que "desde que assumimos a administração, estivemos sempre abertos ao diálogo e a chegar a esse trabalho articulado" com Sinamed (Sindicato Nacional de Médicos).

Avanços alcançados em negociações anteriores

A ministra recordou avanços obtidos em conversas prévias com o sindicato, entre os quais destacou:

Jornada laboral reduzida: Foi possível estabelecer uma jornada de 12 horas semanais por vínculo para os profissionais médicos.

Aumento para médicos residentes: O salário passou de G. 4 milhões para G. 6 milhões.

Salário unificado em atenção primária: Foi implementado um salário único de G. 15 milhões para todos os profissionais da estratégia de atenção primária.

Considerações administrativas e orçamentárias

Barán enfatizou a complexidade da administração estatal em matéria salarial. "Claro que vou ter meu coração com os médicos, mas agora me toca administrar a saúde pública do país, onde não apenas devo administrar os contratos ou vínculos dos médicos. Tenho que controlar também todos os grupos ocupacionais. Todos são importantes", expressou.

A ministra reconheceu que um aumento salarial para o setor médico poderia gerar demandas similares de outros grupos ocupacionais, o que denomina como um possível efeito em cadeia que impactaria significativamente no orçamento.

Limitações do orçamento atual

Barán precisou que o orçamento do Ministério da Saúde é de USD 1.400 milhões anuais, embora tenha indicado que nem sempre existe disponibilidade total no plano de caixa. Sinalizou também que o orçamento considerado ideal para o setor saúde ronda os USD 2.200 milhões.

Necessidade de marco regulatório

A ministra considerou necessária a aprovação de uma lei de carreira sanitária para ordenar o sistema de saúde e estabelecer uma estrutura salarial diferenciada segundo grau acadêmico e nível de formação de cada profissional.

"Tudo isso se apresenta na carreira sanitária, mas na mesa de negociação Sinamed se fechou e disse que primeiro quer que todos ganhem esse piso de G. 8 milhões, G. 16 milhões e G. 24 milhões e depois ver como trabalhar na carreira sanitária"

Barán esclareceu que um aumento salarial não é uma decisão que possa ser adotada de maneira unilateral pelo Ministério da Saúde, mas que requer considerar a sustentabilidade fiscal e o equilíbrio entre todos os setores ocupacionais do sistema sanitário nacional.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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