Ministro da Economia explica limitações orçamentárias diante de solicitação de reajuste salarial médico
Posição do ministério sobre a solicitação de ajuste
O ministro Óscar Lovera, que se reuniu nesta segunda-feira com membros da Comissão de Hacienda do Senado, foi questionado pela mídia sobre a medida de força dos médicos e as possíveis soluções para resolver o conflito apresentado. Indicou que o reajuste solicitado apresenta limitações no seu cumprimento, embora tenha apontado que outras medidas contempladas na lei da carreira sanitária poderiam ser implementadas em benefício dos trabalhadores de saúde.
Análise do impacto financeiro
Lovera precisou que o impacto financeiro de ceder à reivindicação da medida de força implicaria desembolsos extraordinários que não podem ser cobertos na atualidade.
"Eles estão com um pedido realizado de um ajuste salarial de 76%, que representaria aproximadamente G. 3.000.000 por cada vínculo do setor médico. Estamos falando de um ajuste que significaria um pouco mais de USD 100 milhões para o orçamento. A realidade, considerando a composição e estrutura do gasto rígido que temos hoje, este pedido resulta de cumprimento impossível", expressou o ministro.
Consulta sobre alternativas graduais
Diante do questionamento sobre a possibilidade de oferecer um reajuste parcial ou gradual a curto prazo, o secretário de Estado reiterou que a conjuntura orçamentária atual impede compromissos de incremento salarial direto para o setor de saúde pública ou para outros sindicatos da função pública que apresentam demandas similares.
Proposta de enfoque alternativo
Lovera apontou que se trata de um "ajuste generalizado" o que os médicos solicitam, o qual geraria um impacto considerável no orçamento. Por esta razão, indicou que na atualidade não possui resposta adicional senão trabalhar na formalização da carreira sanitária.
Acrescentou que a Saúde não é o único setor afetado pelo incremento do custo de vida, que ao final reduz o poder de aquisição dos salários.
"É uma realidade que afeta não somente o setor médico, mas também muitos setores do funcionalismo público. Considero que deveríamos pensá-lo a partir de uma visão mais orientada à carreira do que a ajustes salariais, porque os ajustes salariais generalizados são os que terminam vinculando os desfasamentos entre receitas e despesas", sustentou.
Contexto de rendimentos médicos
Segundo dados fornecidos pelos médicos, em 2012 seus rendimentos equivaliam a três salários mínimos, enquanto que na atualidade o que percebem do Estado representa aproximadamente 1,50 de um salário mínimo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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