Vídeo: Com "caixa vazia" simbolizam situação atual de saúde pública no Paraguai
Deputado Raúl Benítez protesta contra falta de medicamentos e equipamentos
O deputado Raúl Benítez levou ao plenário uma caixa vazia como símbolo da situação da saúde pública. "Esta caixa representa a política de saúde deste governo porque este governo aprendeu a inaugurar caixas vazias. Coloca um cartaz que diz hospital, corta uma fita e tira uma foto, mas quando o povo abre esta caixa procurando saúde, descobre a verdade", apontou.
Indicou que "faltam medicamentos, equipamentos e até quem tem a responsabilidade de cuidar de nós está brigando por um salário digno. E quando se vê o que acontece com nossos médicos entende-se por que esta caixa está vazia. O reclamo dos médicos é um reclamo justo".
Benítez sustentou que o salário dos médicos perdeu valor frente ao salário mínimo durante os últimos 14 anos e ressaltou que o reclamo não busca privilégios, mas recuperar parte do poder de compra perdido.
Também questionou a situação contratual dos profissionais. Apontou que de cerca de 11 mil médicos dependentes do Ministério da Saúde, aproximadamente 9 mil são contratados e que alguns trabalham há até uma década sem acessar um nomeamento.
O legislador falou ainda dos gastos do Estado com cargos políticos, seguros privados, bonificações e outros privilégios. "Não se pode pedir sacrifícios sem dar exemplo. Não se pode pregar austeridade desde o privilégio", afirmou.
Benítez rejeitou igualmente as críticas que qualificam de política a mobilização médica. "Pergunto: Quem politizou a saúde pública? O médico que sai hoje a reclamar um salário digno? Ou quem durante anos meteu a lógica partidária dentro dos hospitais distribuindo cargos por afinidade política e convertendo até medicamentos e assistência médica em instrumentos de campanha? Politizar a saúde não é um médico reclamar seus direitos. Politizar a saúde é converter um direito do povo em uma ferramenta de poder", enfatizou.
A deputada Johanna Ortega rememorou o papel dos médicos durante a pandemia de Covid-19 e sustentou que aqueles profissionais que foram considerados "heróis" agora devem sair às ruas para reclamar condições laborais dignas.
"Eles colocaram o corpo quando este país estava doente e tinha medo", afirmou.
Ortega sustentou que o reclamo dos médicos também beneficia aos pacientes e questionou as dificuldades para acessar consultas, medicamentos, exames, leitos e terapias intensivas. Também criticou as medidas adotadas para limitar a mobilização do pessoal de saúde e pediu ao governo uma resposta ao reclamo.
Para o liberal Carlos Pereira, o diagnóstico para o sistema de saúde é o enfraquecimento institucional de todo o Ministério da Saúde. Queixou-se da postura do governo sobre o reclamo do pessoal de saúde, contrariamente ao discurso que se tinha durante a pandemia da Covid-19, quando os médicos eram tratados como heróis de branco.
"Hoje estes heróis de branco saem às ruas a reclamar uma reivindicação, e não apenas reivindicações próprias deles porque também sacam o grito forte defendendo...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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