Alto acatamento em greve de médicos em Caaguazú e Amambay
Segundo dados fornecidos por médicos em greve, pertencentes à Quinta Região Sanitária, aproximadamente 800 profissionais aderiram à medida de força, representando 98% de acatamento.
O maior número se concentra no Hospital Geral de Coronel Oviedo, seguidos pelo Hospital Materno Infantil Ovetense e o Hospital Distrital da cidade de Caaguazú. O primeiro dia transcorreu sem nenhum incidente.
A decisão dos médicos de serviços públicos no quinto departamento é apoiar a greve à distância. Os profissionais acompanharam atentamente o desenvolvimento da convocação na capital.
Nesse sentido, lamentam a falta de vontade política das autoridades para buscar alguma saída à crítica situação que atravessa a saúde pública em todo o país, agravando-se nas zonas mais afastadas dos departamentos.
De acordo com o doutor Julio César Paredes Rojas, no Hospital Geral Coronel Oviedo estão com a medida de força cerca de 350 médicos, enquanto que no Materno Infantil 160 profissionais aderiram à greve.
Pela direção do Hospital informam que durante a mobilização médica estão garantidos os serviços de terapia intensiva, urgências pediátricas e de adultos, cirurgias de urgência, hemodiálise, oncologia de urgência, fisioterapia, odontologia e nutrição.
Os pacientes com estudos por imagens e análises de laboratório já agendados não estão afetados e podem comparecer nas datas e horários estabelecidos.
As cirurgias programadas e consultas afetadas serão reagendadas nos próximos 15 dias e os pacientes receberão avisos por mensagem de texto.
Médicos da XIII Região Sanitária se manifestam desde esta manhã frente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero (PJC), em apoio à greve nacional de médicos.
Os profissionais aderiram segunda-feira à greve nacional convocada pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), medida de força que se estenderá até sexta-feira, 28 de agosto, após não alcançarem acordos com as autoridades do Governo nacional.
Segundo os primeiros informes, houve um acatamento de 80% do setor público, afetando hospitais do Departamento de Amambay em seus serviços.
O doutor Lizandro Riveros, um dos dirigentes locais, explicou que de todo ponto de vista se buscou uma saída pacífica a essa medida, com quatro reuniões tripartites entre o Sinamed, o Ministério da Saúde e o Ministério da Economia, onde não se conseguiu e onde o Governo não levou nenhuma proposta, por assim dizer, convincente para suas reivindicações, então começaram com a medida de força.
O médico detalhou que a reivindicação não apenas inclui a dignificação salarial, mas também a provisão de insumos e melhores condições para os postos de saúde de todo o país.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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