Opositores apresentam análise de gastos estatais e propõem reordenamento orçamentário
O deputado Rubén Rubin apresentou uma análise de gastos estatais que, segundo sua perspectiva, deveriam ser revisados antes de o Governo continuar apontando limitações orçamentárias para aumentar os salários do pessoal médico.
"Ouvi o ministro da Economia dizer que o pedido dos médicos é financeiramente impossível. Se não podemos cumprir com o pessoal de branco, se não podemos cumprir com nossos docentes, se não podemos cumprir com nossas forças públicas, não faz sentido conformarmos governo. Não há dinheiro dizem deste governo para cumprir com os médicos", indicou.
Análise de investimentos estatais
Rubin apontou que o Estado destina mais de USD 100 milhões a seguros médicos privados e aproximadamente USD 470 milhões a bonificações extraordinárias. Também mencionou cerca de USD 20 milhões em despesas de catering e USD 65 milhões em passagens aéreas.
"Não podemos aumentar o salário de nosso pessoal de branco, mas há dinheiro para outras despesas", expressou o legislador.
Acrescentou que "em passagem e viático gastamos USD 65 milhões para que funcionários viajem com privilégios. Na DNIT é distribuído no final do ano mais de USD 20 milhões do dinheiro dos paraguaios", complementou.
O deputado propôs ainda revisar a estrutura do Estado e questionou a existência de dependências cuja função principal seria sustentar estruturas partidárias. Da mesma forma, questionou o investimento em novos hospitais quando os existentes continuam apresentando dificuldades operacionais.
"Não entendo para que queremos novos hospitais se os hospitais que temos não funcionam. Deveríamos nos focar em que funcionem primeiro os que temos", manifestou.
Perspectiva sobre recursos humanos na saúde
O deputado Guillermo Rodríguez sustentou que a mobilização do setor representa uma reivindicação pela dignificação da saúde e do trabalho dos profissionais médicos.
"Isso passa pelo pessoal humano, pelo recurso humano, pela dignificação", afirmou. Apontou que se a medicina deixar de ser considerada uma profissão que permita viver dignamente, os jovens poderiam optar por outras atividades e diminuiria o interesse pela realização de especializações em pediatria, ginecologia e terapia intensiva.
Rodríguez questionou os argumentos sobre limitações orçamentárias e propôs revisar despesas e privilégios existentes em distintas instituições públicas antes de negar recursos ao setor médico.
"Dinheiro é o que mais sobra neste país", expressou o legislador, referindo-se à disponibilidade de recursos para atender às reivindicações do setor saúde.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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