Gamarra respalda aumento para médicos e pede recomposição sustentável
Respaldo aos reclames médicos com ênfase em sustentabilidade
O deputado Rodrigo Gamarra respalda o reclame dos médicos por melhores salários e condições laborais, embora tenha sustentado que uma eventual recomposição deve ser responsável, gradual e sustentável. Igualmente, defendeu retomar a mesa de negociação e advertiu que uma greve prolongada terminaria afetando principalmente os pacientes.
Em declarações, reivindicou os avanços registrados na Saúde Pública durante os últimos anos, entre eles a redução da carga horária médica, 13.230 nomeações e novos investimentos em infraestrutura. Sustentou que, embora persistam reclames salariais, "contar somente as carências" tampouco reflete toda a realidade.
Legitimidade dos reclames profissionais
"Sempre vou considerar legítimo que os médicos reclame melhores condições laborais e melhores salários. Estamos falando de profissionais que têm em suas mãos a saúde e muitas vezes a vida de nossa gente. O Estado deve aspirar a pagar cada vez melhor ao médico, reconhecendo sua capacitação, especialização, experiência, responsabilidade e o grau de complexidade da tarefa que realiza", ressaltou Gamarra.
O legislador apontou a necessidade de deixar de estigmatizar os bons salários dos profissionais altamente qualificados por trabalhar no setor público e advertiu que esta prática pode favorecer a fuga de talentos para o âmbito privado. Sustentou que um Estado eficiente deve atrair e reter os melhores profissionais. "Se queremos um Estado eficiente, também temos que atrair e reter os melhores", ressaltou.
Os avanços conquistados na última década
O legislador colorado sustentou que, embora ainda existam carências e reclames pendentes, também se deve ver todo o filme porque houve avanços importantes em matéria salarial, laboral, de infraestrutura e contratação de pessoal. Indicou que não seria exato afirmar que durante os últimos dez anos não existiram reivindicações nem avanços importantes para o setor médico.
"Em 2015 os médicos trabalhavam majoritariamente 24 horas semanais por vínculo e começou gradualmente a histórica reivindicação de reduzir essa carga a 12 horas mantendo a mesma remuneração. Em 2021 ampliou-se a mais hospitais e unidades de saúde; em 2022 chegou ao Congresso o projeto que buscava consolidar este direito; em 2023 promulgou-se a Lei 7.137; entre 2023 e 2025 continuou sua implementação e finalmente em 2025 Saúde formalizou as 12 horas semanais por vínculo para os médicos assistenciais", precisou.
Apontou que cobrar o mesmo salário por 12 horas que anteriormente se percebia por 24 duplica o valor da hora trabalhada. "É uma conquista importante do sindicato e também um esforço orçamentário importante do Estado", acrescentou.
Desprecarização laboral e ampliação de infraestrutura
Gamarra destacou que apenas dias atrás a Equipe Econômica autorizou 11.100 novos nomeações na Saúde, dos quais 9.755 correspondem a pessoal de saúde. Somados aos 2.130 já incorporados. "Estamos falando de um processo de 13.230 nomeações e de uma das maiores ações de desprecarização laboral realizadas na Saúde Pública", enfatizou.
O deputado destacou como outro avanço importante a construção de novos hospitais de alta complexidade, alguns deles já funcionando, como nos casos do hospital de Coronel Oviedo e Encarnación.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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