Pais solicitam regularização de medicamentos anticonvulsionantes para crianças com deficiência
Demanda de acesso a medicamentos especializados
Famílias de pacientes pediátricos com deficiência solicitam à Secretaria Nacional pelos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência (Senadis) que regularize a entrega de medicamentos anticonvulsionantes, tal como era realizado anteriormente.
No total, 76 crianças encontram-se pendentes dessa regularização no fornecimento de fármacos essenciais para seu tratamento.
Problemas na cobertura de medicamentos
Segundo relatos das famílias, o fornecimento de fármacos que recebiam previamente era suficiente para um mês de tratamento, porém o suprimento atual não cobre esse período completo.
Um aspecto adicional de preocupação para as famílias é que os medicamentos anticonvulsionantes disponíveis nem sempre coincidem com as recomendações dos especialistas neurologistas. As famílias relatam que, embora apresentem receitas com medicamentos prescritos pelos neurologistas, a instituição oferece alternativas de menor custo que não são as indicadas para cada caso específico.
Impacto na estabilidade dos pacientes
As famílias expressam preocupação com relação à eficácia do tratamento quando são fornecidos medicamentos alternativos. Referem que a estabilização dos pacientes requer continuidade nos fármacos prescritos, e mudanças na medicação podem afetar o bem-estar das crianças.
Diante das reclamações apresentadas nos momentos de entrega de medicamentos, as famílias indicam receber respostas que implicam em se adequarem aos medicamentos disponíveis na instituição.
Busca por soluções sem resultados
As famílias afetadas realizaram consultas no Hospital Pediátrico Acosta Ñu e outras dependências do Ministério da Saúde, sem obter respostas que resolvam a situação.
Segundo o relatado pelas famílias, o desabastecimento de medicamentos deve-se a atrasos nos pagamentos e a dívidas que a instituição mantém com as fornecedoras de medicamentos.
Situação mais ampla de disponibilidade de insumos
Além dos medicamentos, as famílias relatam atrasos no fornecimento de outros insumos médicos necessários. Existem casos nos quais dispositivos médicos, como órteses, foram solicitados em períodos anteriores, cuja aquisição permanece pendente por limitações orçamentárias.
Próximas ações previstas
Devido à complexidade da situação para acessar medicamentos adequados para seus filhos e filhas, o grupo de pais e mães afetados tem previsto realizar uma manifestação pública para visibilizar essa problemática.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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