Como se define a polêmica proposta de Infantino
As 211 federações que formam a FIFA e os 36 membros do Conselho do organismo têm agora a palavra sobre a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), o projeto de criar uma filial para comercializar eventos como a Copa do Mundo e ao qual se opõem a UEFA, a Confederação Asiática e a CONCACAF.
Uma consulta aberta e democrática é o compromisso que assumiu o presidente da FIFA, Gianni Infantino, diante de uma ideia que, segundo afirma, só prosseguirá se a apoiarem a maioria das federações, às quais explicou em que consiste após aparecer nos meios de comunicação há três dias.
Nos últimas horas, a FIFA fez esclarecimentos sobre um tema que pode chegar a ser votado em um Congresso. Lamentou que informações errôneas de meios de comunicação interromperam a consulta prevista, mas assegurou que continuará com ela para garantir que cada associação possa expressar seu voto baseado em fatos.
A FIFA oferece otimizar a gestão comercial de seus torneios para gerar maiores receitas, com a reivindicação de 20 milhões de dólares do programa FIFA Forward (2027-2030) por federação e que o novo programa adicional Fast Forward, também de 20 milhões, será voluntário e financiado por investimento externo sem ceder o controle da FIFA.
Maioria simples no Conselho e no Congresso para prosseguir
Além das federações, o Conselho da FIFA que preside Infantino tem que pronunciar-se a respeito. É o órgão que define os objetivos da FIFA, sua direção estratégica e suas políticas e valores, em particular no que se refere à organização e ao desenvolvimento do futebol em escala mundial, segundo o regulamento de governança do organismo.
Reúne-se em sessões ordinárias pelo menos três vezes ao ano e suas decisões são adotadas por maioria simples (mais de 50%) dos votos válidos emitidos. Cada um de seus membros tem um voto e não se contam as abstenções.
Atualmente o formam 36 membros. Entre eles, além de Infantino, há oito vice-presidentes: os seis presidentes das confederações - Ásia (AFC), Europa (UEFA), África (CAF), América do Sul (CONMEBOL), América do Norte e Central (CONCACAF) e Oceania (OFC) -, mais o húngaro Sándor Csányi, ex-presidente da federação de seu país, e a inglesa Debie Hewitt, presidenta da Federação inglesa.
Respecto a questões comerciais e econômicas, o Conselho define, entre outros, os padrões, as políticas e os procedimentos que regem a concessão dos contratos comerciais da FIFA e o resto de questões comerciais, assim como as políticas destinadas ao desenvolvimento.
O Conselho convoca anualmente a data do Congresso ordinário da FIFA - o 18 de março de 2027 em Rabat tem previsto o próximo com a eleição de presidente -, mas pode convocar um extraordinário quando o considere oportuno.
Segundo a normativa, convocará um Congresso extraordinário se um quinto das federações o solicitar mediante um escrito no qual se estabeleçam os temas a tratar, que se celebrará em um prazo de três meses.
Nos congressos cada uma das 211 federações dispõe de um voto. Não se permite o voto por procuração, nem por carta, em caso de que o Congresso se celebre presencialmente. Nos celebrados remotamente permitir-se-á o voto por correspondência ou online.
As eleições de cargos celebrar-se-ão mediante voto secreto, mas o resto das votações far-se-ão a mão alzada ou mediante dispositivos eletrônicos. O voto não será obrigatório.
Se o voto a mão alzada não estabelecer uma clara maioria a favor de uma proposta, a votação efetuar-se-á por chamamento, nomeando as federações membro por ordem alfabética em inglês.
Será suficiente a maioria simples (mais de 50%) dos votos válidos emitidos para que as eleições, votações ou outro tipo de decisões sejam válidas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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