Lula da Silva diz que "não pode esquecer" que "Paraguai invadiu Brasil" e justifica gasto militar atual
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta sexta-feira umas Forças Armadas "bem preparadas e treinadas" como poder de dissuasão porque, segundo afirmou, "há malucos no mundo querendo fazer guerra".
Em uma visita a uma fábrica da empresa de defesa Avibras Aeroco, no interior de São Paulo, o mandatário defendeu possuir "poderio armamentístico" e conhecimento científico e tecnológico suficiente para, "sem arrogância", "falar de paz", sem deixar que "ninguém coloque o nariz" no país.
"A gente gosta de paz, mas não pode esquecer que, um belo dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e ao mesmo tempo a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia ser coisa grande, durou cinco anos", manifestou o chefe de Estado.
"Ainda não tenho a cifra exata, mas essa guerra deve ter consumido o equivalente a cinco orçamentos do país daquela época. Porque quando há um conflito, ninguém fica se perguntando se há dinheiro ou não", acrescentou.
O dirigente progressista fez referência à Guerra da Tríplice Aliança, que teve lugar entre 1864 e 1870, e foi o maior conflito bélico da América do Sul.
Não obstante, segundo consta na Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai em sua página web, a guerra "começou por causa de uma intervenção militar do Brasil, que invadiu o Uruguai com seu Exército".
Neste contexto, Lula pediu para "cuidar" seriamente da indústria de defesa nacional para que o Exército, a Marinha e a Força Aérea possam custodiar os 8,5 milhões de quilômetros quadrados e os mais de 8 mil quilômetros de costa que tem o Brasil.
"Se a gente fala com algumas pessoas dizem que gastar dinheiro nas Forças Armadas é um desperdício: 'Para quê? Não precisamos delas, não precisamos delas'. Eu sempre digo o seguinte: as Forças Armadas são como Deus. Pode ser que a gente não acredite nele, mas quando dói a barriga pela primeira vez, diz: 'Ó meu Deus!'", expressou.
Lula, de 80 anos, se prepara para as eleições presidenciais do próximo outubro, nas quais buscará seu quarto mandato não consecutivo.
Segundo as últimas pesquisas, o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) parte como grande favorito, à frente do senador Flávio Bolsonaro, filho maior do ex governante ultraconservador Jair Bolsonaro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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