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Internacional

Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte expressam seu direito à autodeterminação e reafirmam vínculos com a União Europeia

Líderes de partidos independentistas se reúnem em Cardiff para reafirmar posição sobre soberania

14/09/2026 14:15 3 min lectura 377 visualizações

Os dirigentes da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte se reuniram em Cardiff na segunda-feira para expressar conjuntamente sua posição sobre o direito à autodeterminação, enfatizando que o futuro desses territórios encontra-se vinculado à União Europeia. Atualmente, esses três territórios do Reino Unido estão governados por líderes de partidos independentistas, uma circunstância sem precedentes desde a criação de instituições autônomas nesses territórios em 1999.

O primeiro-ministro galês Rhun ap Iorwerth, do partido Plaid Cymru, foi anfitrião de John Swinney, primeiro-ministro escocês e dirigente do Partido Nacional Escocês (SNP); Michelle O'Neill, primeira-ministra norirlandesa e vice-presidente do Sinn Féin; e Mary Lou McDonald, presidente dessa formação política. Os líderes participaram como representantes de seus respectivos partidos.

Em sua declaração, os dirigentes expressaram que "nossas nações têm direito à autodeterminação" e assinalaram que "nenhum governo de Westminster tem direito a colocar entraves à democracia". Ademais, instaram o governo britânico a "preparar, planejar e facilitar as mudanças constitucionais" e destacaram que "o futuro de nossas nações está na União Europeia", considerando que o brexit impactou negativamente seus territórios.

Os sucessivos governos britânicos manifestaram sua oposição à realização de referendos sobre independência desde o realizado na Escócia em 2014, onde 55% dos votantes se pronunciaram contra a independência. Recentemente, o governo britânico mantém essa postura. O porta-voz do primeiro-ministro britânico Andy Burnham reafirmou na segunda-feira que "acredita firmemente na união do Reino Unido".

Contexto internacional e debate sobre reunificação

A reunião ocorreu após o presidente norte-americano Donald Trump expressar comentários sobre a possível unificação da Irlanda, considerando-a como algo "fantástico" que "eventualmente sucederá". O Sinn Féin tem defendido a realização de um referendo antes de 2030.

Segundo Michelle O'Neill, as declarações internacionais demonstram que "o debate sobre a reunificação está muito vivo e que as pessoas se interessam por ele, agora também em escala internacional". Contudo, essas observações foram recebidas com perspectivas variadas entre os habitantes da Irlanda do Norte.

O marco normativo aplicável é o Acordo de Sexta-feira Santa, assinado em 1998 para resolver os enfrentamentos na Irlanda do Norte. Conforme esse acordo, um referendo sobre reunificação pode ser realizado se uma maioria dos habitantes da província britânica o considerar favorável.

Calendários e perspectivas futuras

Durante uma coletiva de imprensa em Cardiff, os dirigentes indicaram que suas nações avançarão em seu próprio ritmo em direção à autodeterminação. John Swinney assinalou que um referendo sobre a independência da Escócia deveria ocorrer nos próximos cinco anos. No País de Gales, Rhun ap Iorwerth, que foi eleito recentemente, descreveu a independência como um objetivo de longo prazo sem estabelecer uma data específica para uma eventual consulta.

Rhun ap Iorwerth manifestou que prefere "deixar a questão do calendário nas mãos do povo galês", mas sublinhou que fica cada vez mais evidente que "Westminster não funciona", em referência ao governo central britânico. O primeiro-ministro Andy Burnham identificou uma maior descentralização como uma de suas prioridades desde sua chegada ao cargo em julho.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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