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Economia

Colonias Unidas expande sua estrutura suína e já representa cerca de 30% do abate nacional

18/09/2026 03:45 3 min lectura 96 visualizações

A Cooperativa Colonias Unidas continua consolidando sua participação dentro da cadeia suína paraguaia a partir de um modelo que combina produção primária, integração de associados, genética, nutrição, assistência técnica e investimentos industriais. Atualmente, a organização reúne a aproximadamente 3.700 produtores associados e mantém uma forte estratégia de diversificação produtiva.

Eduardo Dietze, gerente agropecuário de Colonias Unidas, explicou em Valor Agro que a cooperativa possui uma extensa trajetória em rubros como erva-mate, cereais e oleaginosas, além da produção leiteira, enquanto que seu desenvolvimento dentro da cadeia suína começou a tomar forma a partir do ano 2005.

"Somos uma organização de produtores e hoje são aproximadamente 3.700 associados que participam em diferentes atividades", destacou Dietze.

Dentro da produção suína, Colonias Unidas integra atualmente a mais de 100 produtores dedicados principalmente à etapa de engorda e terminação. O modelo permite que os sócios recebam animais, assistência técnica, alimentação e insumos, incorporando a produção de suínos como uma alternativa complementar dentro de seus estabelecimentos.

A estrutura produtiva vinculada à cooperativa envolve aproximadamente 14.000 matrizes, volume que, segundo Dietze, representa aproximadamente 35% das matrizes industriais do país. Além disso, conta com 103 granjas integradas, equivalentes a cerca de 42% das explorações industriais registradas oficialmente ao fechamento de 2025.

Em termos de produção, Colonias Unidas representou ao redor de 30% do abate suíno nacional durante o último ano. Um dos principais destinos dos animais produzidos dentro do sistema é o frigorífico Upisa, empresa onde a cooperativa também mantém uma participação acionária relevante.

Durante 2025, a produção originada por Colonias Unidas chegou a representar aproximadamente 70% do abate da Upisa. Em paralelo, a cooperativa continuou ampliando seus investimentos em diferentes elos, desde a geração de genética até a produção de leitões.

Entre esses investimentos destaca-se o único centro de genética líquida suína atualmente operativo no Paraguai, destinado exclusivamente a reprodutores machos de elite de diferentes linhas genéticas. O centro abastece tanto as unidades próprias quanto o mercado.

Colonias Unidas também conta com uma unidade produtora de leitões que alcançou durante 2025 100% de sua capacidade instalada, com aproximadamente 6.200 matrizes. A essa estrutura soma-se uma segunda unidade que já começou sua etapa produtiva e cujo processo de expansão continuará progressivamente até alcançar sua capacidade total prevista para 2028.

Dietze sinalizou que o desenvolvimento da cadeia suína surgiu além como uma ferramenta para agregar valor local ao milho e à soja produzidos pelos próprios associados.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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