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Economia

Dietze sobre o mercado do suíno: "Estamos começando a entrar em um ciclo de margens negativas"

18/09/2026 03:45 3 min lectura 109 visualizações

Após dois exercícios marcados por bons resultados, expansão e investimentos, a produção suína paraguaia começa a enfrentar um cenário econômico mais desafiante, com uma forte correção no preço do suíno terminado e custos que se mantêm relativamente estáveis.

Eduardo Dietze, gerente agropecuário da Cooperativa Colonias Unidas, afirmou em Valor Agro que a atividade suína historicamente se caracterizou por atravessar distintos ciclos e que atualmente começa a observar-se uma mudança importante em relação ao cenário favorável dos últimos anos.

"Vimos de dois exercícios que foram muito bons para a atividade, de expansão e de margens, para entrar agora em um momento no qual o cenário está mudando", expressou.

Segundo explicou, o preço do suíno terminado entregue em frigorífico acumula durante o ano uma queda próxima a 30%, situação que começa a exercer uma pressão significativa sobre os ingressos dos produtores.

Em contrapartida, os custos de produção mostraram maior estabilidade. Dentro dessa estrutura, a alimentação continua sendo o componente determinante do negócio, representando aproximadamente 70% do custo de produção de cada quilo de suíno.

Por essa razão, o comportamento de matérias-primas como milho e soja tem uma incidência direta sobre as margens. Dietze apontou que existem diferenças entre empresas e integradoras dependendo do momento em que realizaram suas compras ou tomaram posição sobre os grãos. "Hoje vamos ter empresas onde o custo de produção está muito perto do preço pago pelo suíno terminado e, em muitos casos, estamos começando a entrar em um ciclo de margens negativas", sustentou.

Entre os fatores que explicam o ajuste de preços também aparece o comportamento cambial. Ao tratar-se de uma cadeia que vem aumentando sua participação exportadora, a conversão dos ingressos em dólares para guaraníes termina repercutindo diretamente sobre o valor que pode receber o produtor.

A esse cenário soma-se o forte processo de investimentos que está atravessando o Paraguai e que começa a traduzir-se em uma maior disponibilidade de animais terminados. Dietze explicou que a oferta de suínos cresceu a um ritmo superior ao consumo interno, gerando um excedente que incrementou a competição por colocar produção. "Hoje há mais suíno terminado no mercado. O consumo cresceu, mas não ao ritmo da oferta", comentou.

O crescimento da produção coloca assim um novo desafio para a cadeia: melhorar permanentemente a eficiência produtiva e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de absorção do mercado interno e fundamentalmente da exportação.

Para Dietze, o Paraguai mantém vantagens competitivas importantes por sua disponibilidade de grãos e capacidade para produzir proteína animal, embora tenha alertado que o futuro da atividade dependerá cada vez mais de...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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