Indústria farmacêutica se opõe à alíquota de 5% na tirzepatida
Posição da indústria farmacêutica
A Câmara da Indústria Química Farmacêutica (Cifarma) expressou sua rejeição à intenção de parlamentares de estabelecer um gravame sobre a tirzepatida. Hernán Streber, presidente da organização, manifestou sua oposição à proposta que é impulsionada pelo cartismo.
"Estamos totalmente contra. É um medicamento para diabetes primordialmente, com um efeito sobre o peso e que agora querem meter que é algo estético", expressou em declarações à Rádio Monumental 1080 AM.
Streber enfatizou que classificar o fármaco como tratamento estético ignora o impacto real da obesidade na saúde pública. Além disso, assinalou que se trata de uma decisão que não foi suficientemente meditada e que obedece principalmente ao sucesso do medicamento a nível mundial.
Impacto nos pacientes
O titular da Cifarma advertiu que o projeto de gravame poderia prejudicar os pacientes que dependem deste fármaco para seu tratamento contra a diabetes. "Esse paciente que já tem tantos gastos, aumentar-lhe o preço e complicar-lhe o acesso é um problema que estamos tentando que não seja assim", assinalou.
Desde a organização enfatizaram seu compromisso com a soberania sanitária e a acessibilidade de medicamentos de qualidade. "Queremos que a população no Paraguai acesse seu medicamento de qualidade e o mais acessível possível", expressou Streber.
Marco legal vigente
A tirzepatida atualmente se encontra isenta de imposto sob o amparo da Lei 5372 de Prevenção da Diabetes. O projeto de gravame provém do deputado cartista Carlos Godoy, que fundamenta sua proposta na Lei nº 6380, que estabelece em seu artigo 90 que os medicamentos devem pagar 5% de tributo e os demais produtos 10%.
Por sua parte, a deputada opositora Johanna Ortega sugeriu considerar o imposto sobre tabaco e álcool, proposta que a oposição tem colocado em reiteradas ocasiões.
Comunicado da Cifarma
A organização emitiu um comunicado para rejeitar veementemente a intenção de gravame. No documento assinalam que "a exoneração dos medicamentos para a diabetes tem uma finalidade sanitária: facilitar o acesso. Essa finalidade deve ser preservada".
A Cifarma solicitou que se rejeite a proposta e que qualquer discussão sobre o tema inclua a participação das autoridades sanitárias, sociedades médicas, pacientes e indústria farmacêutica.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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