Com interesse da indústria pela reposição, Arroba Remates comercializou mais de 1.000 cabeças e manteve os valores de mercado
O mercado de reposição voltou a mostrar sinais de firmeza no norte do país. Em uma nova edição de seu leilão de invernada por tela realizado em Pedro Juan Caballero, Arroba Remates comercializou mais de 1.000 cabeças, com uma destacada colocação de machos, vacas para invernada e categorias de terminação, em um cenário onde a demanda continua ativa, embora com maior cautela por parte dos compradores ante a chegada do inverno.
De acordo com Sergio Ferreira, diretor de Arroba Remates, a atividade deixou preços "regulados" e alinhados com a realidade atual do mercado pecuário, mantendo referências similares às observadas nas últimas semanas.
"Vendemos bem, um pouco mais de mil cabeças. Muitos dos vendidos foram machos mamantes, machos toretões, alguns touros para terminação e também vacas para invernada, que foram colocadas na sua totalidade", destacou Ferreira em diálogo com Valor Agregado.
Um dos aspectos destacados do leilão foi a comercialização de cerca de 300 vacas para invernada, uma categoria que alcançou uma média de Gs. 13.500 por quilo. Enquanto isso, as fêmeas registraram uma média de Gs. 21.700 por quilo, os machos Gs. 24.300 e os toretões Gs. 17.500.
Ferreira confirmou que durante a atividade se percebeu interesse da indústria frigorífica por algumas categorias de reposição e terminação, especialmente em momentos onde várias plantas continuam avaliando compras para abastecer currais e programas de engorda.
"Houve sondagens da indústria e também pujas por essas categorias. Finalmente ficaram nas mãos de produtores e confinamentos da zona de Pedro Juan Caballero, mas o importante é que houve competência pelos lotes e isso demonstra que existe interesse", explicou.
A participação da indústria se dá em um contexto onde o mercado do gado gordo mantém firmeza e as empresas frigoríficas continuam projetando uma demanda sustentada para o segundo semestre do ano.
Apesar do bom volume comercializado, Ferreira observou uma desaceleração na agressividade de compra de alguns invernadores, especialmente em categorias destinadas a permanecer mais tempo nos estabelecimentos.
"O produtor está um pouco mais cauteloso pelo tema climático. Vem chegando o inverno e muitos estão reservando pastagens e selecionando melhor que lotes comprar", indicou.
Segundo explicou, essa situação se refletiu particularmente nas novilhas prenhes, uma categoria que mostrou menor dinamismo comercial durante o leilão.
"Houve muitas novilhas prenhes que não vendemos. Não acreditamos que seja um problema de preço, mas sim de cautela. São categorias que ficam no estabelecimento e o produtor hoje está observando com mais atenção como se apresenta o inverno antes de comprometer novos investimentos", ressaltou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.