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Paraguai

Quanto gastam em campanha os distritos mais pobres do país?

02/08/2026 13:45 4 min lectura 13 visualizações

Os candidatos a intendentes dos cinco distritos com maior incidência de pobreza multidimensional da Região Oriental preveem gastar em média G. 24.550.000 em suas campanhas eleitorais, muito abaixo da média de G. 500.000.000 que declararam quem disputa nas cidades menos pobres, que coincidentemente pertencem todas ao Departamento Central.

A desigualdade socioeconômica do Paraguai se reflete também nas campanhas eleitorais. Os candidatos dos 5 distritos da Região Oriental com maior incidência de pobreza multidimensional contam com um orçamento de entre G. 1,5 milhão e G. 60 milhões, enquanto que os postulantes das cidades menos pobres têm disponível entre G. 40 milhões e G. 3.000 milhões, segundo os dados cruzados do Instituto Nacional de Estatística e as declarações juradas publicadas no Observatório Nacional de Financiamento Político do Paraguai da Justiça Eleitoral. Em Itacuá, Departamento de Concepción, a pobreza multidimensional chega a 61,2%. Neste distrito, administrado atualmente pelo liberal Alfonzo Bell Martínez, disputam pela Intendência Graciela Gamarra de Vázquez (ANR) e Juan Pablo Ferreira (PLRA), ambos com uma projeção de gastos de G. 20 milhões provenientes de suas próprias economias. O salário da máxima autoridade é de G. 16.300.000.

Em contraste, a cidade menos pobre é Fernando de la Mora, de Central, onde os principais candidatos para as municipais Luis Fernando Franco (PLRA), preveem gastar G. 60 milhões em sua campanha, e Ariel Ojeda (ANR) G. 40 milhões. O intendente cessante Alcides Riveros e presidente do PLRA percebe uma remuneração de G. 36.240.000, mais que o dobro que seu par de Itacuá.

Em Alto Verá, Departamento de Itapúa, com uma incidência de 60,2% de pobreza, se apresenta María Victoria Aquino, por aliança pela Vitória de Alto Verá. É funcionária do Ministério da Educação com salário de quase G. 11.300.000, praticamente o mesmo que perceberá se lograr a vitória no próximo 4 de outubro.

A docente prevê gastar G. 10 milhões frente a seu rival colorado Rubén Vázquez Rojas, que colocará G. 35 milhões de suas economias.

Atualmente, encabeça a cidade Hernán Ariel Ávalos (ANR), a quem a Câmara de Deputados havia solicitado informes em 2023 ante presumidas irregularidades. O chefe comunal percebe G. 11 milhões, segundo sua declaração jurada apresentada ante a Controladoria.

Em compensação, em Lambaré, a segunda cidade menos pobre, Guido González (ANR) busca sua reeleição com uma estimativa de gastos de G. 350 milhões frente a seu principal rival Nelson Medina, da Aliança Juntos por Lambaré, quem pretende destinar G. 3.000 milhões a promover sua figura. A renda atual do chefe comunal é de G. 25 milhões.

A terceira cidade mais pobre da Região Oriental é Cerro Corá, Departamento de Amambay, com uma incidência de 55,2%. É o sítio histórico onde terminou a Guerra da Tríplice Aliança, mas recém se converteu em distrito em 2020, já que antes o território formava parte de Pedro Juan Caballero.

Seu primeiro intendente Wilfrido Figueredo López (ANR) busca sua reeleição no 4 de outubro e para dedicar-se a sua campanha prevé gastar G. 50 milhões, frente aos G. 1.500.000 que declarou o liberal Vicente Gómez Zarza.

Sem embargo, em Villa Elisa, Central, o terceiro distrito menos pobre, o candidato do PLRA, Sergio Estigarribia, gastará G. 400 milhões, metade proveniente de recursos próprios e a outra de doações, enquanto que Diana Recalde (ANR), usará G. 100 milhões e Jeremías Villalba (Yo Creo) G. 60 milhões. Estes políticos pujarão pelo poder e uma remuneração de quase G. 24 milhões.

Na quarta posição de pobreza multidimensional se encontra Itanará, do Departamento de Canindeyú, onde o colorado Jorge López Armoa foi eleito por seus colegas vereadores em 2024 como intendente para terminar o período do liberal Ramón...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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