Febre aftosa: a Expo Paraguai poderia chegar com definições da Presidência a favor da produção
De acordo com as informações levantadas pela Valor Agro, a discussão sobre o futuro da vacinação contra febre aftosa poderia ter um de seus capítulos mais importantes durante a próxima Expo Paraguai. A principal mostra agroindustrial do país aparece hoje como o cenário onde poderiam começar a se esclarecer algumas das incógnitas que cercam um dos temas mais sensíveis para a pecuária nacional.
Após a proposta apresentada pelo Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) para avançar em uma transição rumo a um eventual status de país livre de febre aftosa sem vacinação, a atenção do setor concentra-se agora nas definições políticas e estratégicas que poderiam surgir durante a exposição.
Segundo pôde saber a Valor Agro, existe expectativa de que o presidente da República, Santiago Peña, ratifique durante a mostra o compromisso assumido no início de 2026 de manter a vacinação plena contra febre aftosa durante 2027 e 2028, uma posição que hoje conta com amplo respaldo dentro do setor produtivo.
A possibilidade de uma definição nesse sentido ganha especial relevância em um momento em que as associações, produtores e diferentes atores da cadeia analisam o roteiro apresentado pelo Senacsa, uma proposta que sugere iniciar ajustes progressivos no esquema sanitário a partir de 2027 como parte de um processo que se estenderia até 2032.
A proposta apresentada pelo Senacsa durante a reunião do Comitê gestor do plano de transição rumo ao status sanitário de país livre de febre aftosa sem vacinação estabelece três etapas de trabalho.
A primeira fase, denominada de preparação, seria desenvolvida entre 2026 e 2028 e contempla uma série de ações destinadas a fortalecer a vigilância epidemiológica, o controle de movimentos, a rastreabilidade animal, a capacidade de resposta ante emergências sanitárias e a consolidação do Sistema de Identificação Animal do Paraguai (SIAP).
Dentro dessa etapa aparece um dos aspectos que mais debate gerou: a possibilidade de iniciar um ajuste progressivo da vacinação a partir de 2027.
A proposta coloca que qualquer avanço estará condicionado ao cumprimento de indicadores técnicos e epidemiológicos, embora a proposta tenha sido recebida com cautela por boa parte do setor produtivo.
Segundo pôde levantar a Valor Agro, as organizações de produtores entendem que o Paraguai ainda deve consolidar uma série de ferramentas e cumprir diversas condições antes de pensar em uma redução da pressão vacinal.
A posição predominante dentro do setor primário continua sendo a mesma: manter a vacinação plena de todo o rebanho nacional durante 2027 e 2028, tal como vem sendo realizado nos últimos anos.
Além das diferenças que existem a respeito do futuro status sanitário, começa a crescer outra preocupação dentro da cadeia pecuária.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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