Projeto de lei sobre reservas empresariais será apresentado após aprovação do OGN 2027
Apresentação do projeto após fechamento do OGN
O projeto de lei para regulamentar o uso das reservas facultativas ou empresariais será apresentado ao Congresso assim que o Ministério da Economia e Finanças feche a proposta do Orçamento Geral da Nação 2027, cuja apresentação vence em 1º de setembro, conforme adiantou o ministro da Economia, Óscar Lovera.
O ministro explicou que a iniciativa já se encontra praticamente definida e recordou que a Direção Nacional de Receitas Tributárias foi o ente que deu início à sua discussão.
Objetivo do projeto
Lovera esclareceu que o objetivo não é proibir o uso das reservas, mas estabelecer temporalidades para determinar quanto tempo devem permanecer registradas ou mantidas nos balanços empresariais.
O projeto havia sido anunciado previamente pela DNRT como uma ferramenta para evitar que sejam utilizadas para postergar ou eludir o pagamento do imposto sobre dividendos e utilidades (IDU). Este gravame se aplica à distribuição de dividendos, utilidades e rendimentos de proprietários, sócios ou acionistas, com uma taxa de 8% para residentes e 15% para não residentes.
Posição das autoridades tributárias
O titular da Direção Nacional de Receitas Tributárias, Óscar Orué, havia apontado que a intenção não é eliminar as reservas nem criar ou aumentar impostos, mas estabelecer regras sobre sua utilização. Manifestou que a discussão surgiu após se detectarem inconsistências em algumas empresas, as quais estão sujeitas a processos administrativos.
Considerações do setor privado
O debate também gerou questionamentos desde o setor privado e especialistas tributários, que alertam sobre possíveis efeitos de uma nova regulação.
Revisão da estrutura tributária
A iniciativa responde também à necessidade do Estado de otimizar a arrecadação. Nesse sentido, Lovera apontou que trabalham em uma revisão da estrutura tributária para avaliar a eliminação de isenções, dedutibilidades e regimes especiais.
O ministro recordou que muitas dessas medidas foram adotadas em administrações anteriores, pelo que agora corresponde avaliar se efetivamente cumpriram com a finalidade para a qual foram criadas.
Impacto orçamentário
Segundo Lovera, qualquer modificação terá efeitos principalmente para adiante, razão pela qual as eventuais mudanças não necessariamente significarão uma maior arrecadação imediata para o Tesouro Público.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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