Opositor lança nova proposta para redirecionar recursos: em que consiste?
Na manhã desta terça-feira, o deputado opositor Rubén Rubin protocolou o projeto de lei "Que dispõe a suspensão temporal da cobertura de vacancias e da criação de novos cargos no setor público e estabelece exceções para serviços públicos essenciais por 24 meses".
O deputado esclareceu que estão excetuados funcionários de setores essenciais como educação, pessoal de saúde e segurança.
"Eu quero deixar isso bem claro: docentes, pessoal de saúde e forças públicas, policiais e militares, nós temos que cobrir todas as vacancias, eu quero mais docentes, mais policiais e mais pessoal de saúde, o que eu não quero é mais gente aqui no corredor", afirmou.
O legislador propõe que, quando ocorra uma vacancia em cargos administrativos considerados não essenciais, esta não seja preenchida. Dessa forma, propõe reduzir progressivamente a quantidade de funcionários sem recorrer a demissões.
"Então eu acho que cada vacancia que se gerar dos cargos administrativos não precisamos cobrir essas vacancias e dessa maneira sem desvincular ninguém vamos a enxugar o Estado", sustentou.
De acordo com seus cálculos, nos últimos dois anos foram registradas 18.486 vacancias no setor público, que representaram um gasto de G. 87.852.186.045. Em 2024 ocorreram 9.166 vacancias, enquanto em 2025 o número chegou a 9.320.
Rubin estima que, em média, geram-se cerca de 10.000 vacancias por ano e considera que aproximadamente 3.000 corresponderiam a postos que não são indispensáveis para a prestação de serviços públicos essenciais.
"Ou seja, 1 em cada 3 contratações é para sustentar a estrutura partidária dos partidos tradicionais", questionou.
Segundo seus cálculos, de cerca de 30.000 novos cargos, aproximadamente 9.000 seriam não essenciais.
O deputado estima que essa medida permitiria uma economia de aproximadamente G. 47 bilhões, recursos que, conforme propõe, deveriam ser redirecionados para educação, saúde e segurança.
Anteriormente, Rubin levantou outras medidas que permitiriam economia ao Estado, como o corte dos recursos destinados ao seguro médico privado de funcionários públicos. O legislador calcula que esse conceito representa cerca de USD 120 milhões.
"Os paraguaios não têm seguro médico privado, mas com a grana dos paraguaios se paga o seguro médico privado da classe política e seus funcionários. Então, realmente temos muito de onde nos agarrar e por onde cortar", acrescentou.
O legislador impulsiona o tratamento deste projeto o quanto antes possível, de modo que seja aplicado no Orçamento 2027.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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