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Política

Lilian Samaniego sobre a dissidência: "Se não me respeitarem, não tenho nada que fazer aí"

26/06/2026 20:00 3 min lectura 4 visualizações
Lilian Samaniego sobre la disidencia: "Si no me respetan, no tengo nada que hacer ahí"

A senadora colorada dissidente Lilian Samaniego ratificou sua intenção de concorrer pela presidência da República dentro do setor dissidente da Associação Nacional Republicana (ANR), em um cenário interno que, segundo afirmou, ainda carece de uma definição clara sobre uma candidatura única e a estratégia eleitoral.

A legisladora sustentou que a dissidência colorada maneja atualmente três possíveis candidaturas presidenciais: a do ex-ministro de Obras Públicas Arnoldo Wiens, a do senador e empresário Luis Pettengill e a sua, destacando-se como a única mulher em disputa. "Logicamente, a dissidência tem que ter um só candidato ou uma só candidata", ressaltou.

Nesse contexto, Samaniego realçou sua trajetória política prolongada dentro do Partido Colorado e que foi presidenta da agremiação política. "Sou a única mulher até agora que se coloca seriamente a candidatura à Presidência da República dentro do Partido Colorado. Todos os dias estou construindo essa possibilidade porque ao país lhe falta ordem, e a ordem também pode dar uma mulher", expressou.

"Represento os valores e princípios do Partido Colorado porque percorri todos os passos internos. Não cheguei por acaso, venho de uma militância de toda a vida", afirmou.

Samaniego insistiu em que sua figura é, a seu critério, representativa de uma parte importante do eleitorado colorado, e questionou que no debate público a posicionem unicamente como eventual candidata à vice-presidência. "Sempre tentam instalar que meu teto é a vice-presidência", disse e simultaneamente mencionou que até o momento não lhe foi colocada formalmente essa possibilidade.

A senadora sinalizou que a dissidência ainda não logrou sentar-se para definir regras claras para a seleção de seu candidato ou candidata presidencial. A seu juízo, essa falta de acordos poderia debilitar o setor se não se encaminhar uma estratégia comum nos próximos meses.

"Ainda não nos reunimos para estabelecer os parâmetros, os critérios nem um mapa de rota para decidir quem vai representar a dissidência", questionou, ao tempo em que insistiu em que a unidade interna será chave para competir nas internas partidárias.

Respeito à dinâmica interna entre os aspirantes, Samaniego afirmou que cada um dos pré-candidatos tem direito a construir seu posicionamento político, mas advertiu que a definição final deverá surgir de um acordo político dentro do setor.

Nesse marco, sustentou que se não existir respeito à sua postulação ou se sua candidatura não for reconhecida dentro do espaço dissidente, avaliará continuar seu caminho de maneira independente dentro do processo interno. "Aclaro que se não vão me respeitar, então eu não tenho nada que fazer aí na dissidência. Tenho que abrir meu caminho e seguir", manifestou.

"Que Arnoldo Wiens faça o que ele quiser fazer. O que eu digo é que se não me respeitarem na dissidência, não tenho nada que fazer aí. E eu vou ser candidata e vou ir até o final", expressou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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