Greve Nacional de Médicos inicia com garantia de serviços de urgências
Desenvolvimento da jornada
Conforme o anunciado desde 12 de junho e após quatro reuniões tripartites sem resultados, iniciou-se a Greve Nacional de Médicos, que se estenderá até a sexta-feira.
Os organizadores esperavam a presença de entre 3.000 e 5.000 trabalhadores da saúde frente ao Ministério da Saúde. O primeiro ponto de concentração foi no Seminário Metropolitano a partir das 06:00 da manhã, com mobilização para a sede central do Ministério da Saúde Pública às 08:00.
Durante o evento na sede ministerial, os manifestantes apresentaram suas reivindicações e solicitaram reunião com a ministra da Saúde Pública, doutora María Teresa Barán. Também foi exibido um trabalho audiovisual denominado O hospital mais esquecido do Paraguai, que mostra a realidade dos centros de assistência no país.
A mobilização continuou pelas ruas de Assunção em direção ao Ministério da Economia e Finanças, com chegada estimada por volta das 10:30. Naquela dependência foi solicitada reunião com o titular da instituição, e foi apresentada a declaração de assembleia permanente.
Por volta das 13:00, os manifestantes retornaram ao Seminário Metropolitano para sessionar em assembleia e avaliar a continuidade da medida de protesto.
Ações similares foram previstas em hospitais dos demais departamentos do país para amplificar os reclames.
Serviços garantidos
Durante a jornada de protesto, não houve atendimento em consultas ambulatoriais nem cirurgias programadas. Porém, foram mantidos garantidos os serviços em diversas urgências e emergências, bem como o atendimento a pacientes oncológicos, entre outros.
Por sua vez, o Instituto de Previdência Social (IPS) informou que os serviços da previdenciária funcionariam com normalidade. A instituição destacou que mantém como prioridade o atendimento aos seus segurados e a continuidade de serviços em hospitais, clínicas, unidades sanitárias e demais dependências, garantindo o desenvolvimento de consultas, estudos, cirurgias, internações e demais prestações programadas.
Reivindicações do sindicato médico
Os médicos vêm reclamando o reajuste salarial que não recebem há 14 anos. Com base no cálculo do custo de vida desde 2012 até a atualidade, consideram que devem receber aproximadamente G. 8.000.000 mensais por vínculo, cifra que contrasta com os quase G. 5.000.000 que atualmente recebem.
Além disso, solicitam o pagamento em dobro por dias feriados e a desprecarização laboral. Dos 11.000 médicos de Saúde Pública, 9.000 são contratados, vários com 10 anos de antiguidade naquele regime.
Os profissionais também reclamam a melhoria nas condições laborais dentro dos hospitais. Os trabalhadores da saúde relatam falta de insumos e medicamentos em áreas críticas como Urgências, situação que gera gastos adicionais significativos para as famílias dos pacientes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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