Estudantes de Medicina da UNA aderem à Greve Nacional de Médicos
Centro de Estudantes decide acompanhar mobilização em solidariedade aos profissionais da saúde
Decisão estudantil em apoio aos médicos
Alcides Bordón, presidente do Centro de Estudantes de Medicina na Universidade Nacional de Asunción, informou que por meio de uma assembleia geral extraordinária foi tomada a decisão de acompanhar a Greve Nacional de Médicos.
"Hoje somos estudantes de Medicina, mas amanhã vamos ser médicos", expressou Bordón, destacando a importância da solidariedade com seus futuros colegas na profissão.
Participação e mobilização
Estima-se que entre 3.000 e 5.000 trabalhadores de saúde participarão da concentração desta jornada frente ao Ministério da Saúde Pública, onde realizarão um comício para expressar suas demandas. Do mesmo modo, solicitarão uma reunião com a ministra de Saúde Pública, doutora María Teresa Barán.
Os estudantes iniciaram sua participação a partir das 8:00 da manhã, com a sede central e a sede Santa Rosa del Aguaray se somando à mobilização.
Duração da medida de força
A greve se mantém até a próxima sexta-feira, após não prosperar quatro reuniões tripartites anteriores. Os médicos vêm solicitando um reajuste salarial que não percebem há 14 anos.
Bordón explicou que nesta terça-feira será realizada uma nova plenária estudantil para definir se continuarão acompanhando a medida de força durante os dias restantes da greve.
Reivindicações dos médicos
Com base em cálculos de custo de vida desde 2012 até a atualidade, os médicos consideram que devem receber aproximadamente G. 8.000.000 por mês por vínculo laboral. Atualmente recebem quase G. 5.000.000.
Entre as demandas figuram também o pagamento dobrado por dias feriados e a desprcarização laboral. Dos 11.000 médicos de Saúde Pública, 9.000 são contratados, vários deles com 10 anos de antiguidade nesse regime.
Os trabalhadores de saúde também reclamam melhorias nas condições laborais dentro dos hospitais, mencionando a falta de insumos e medicamentos em áreas como Urgências, situação que gera gastos adicionais para os familiares dos pacientes.
"Vamos lutar com nossos futuros colegas nesta greve nacional", ratificou Bordón, reafirmando o compromisso dos estudantes com a causa dos profissionais da medicina.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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