Inicia Greve Nacional de Médicos: "É a primeira vez que vão ver uma concentração tão grande"
A doutora Rosanna González, secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social (MSPyBS), comentou à rádio Monumental 1080 AM nesta segunda-feira sobre as reivindicações dos profissionais de saúde, apontando como causas da greve a melhoria das condições de trabalho dentro dos hospitais com a contratação de mais médicos, a garantia de insumos básicos para urgência e emergência e, além disso, o reajuste do salário para 2,8 salários mínimos e pagamentos em dobro por trabalhar em dias feriados.
"Queremos o salário mínimo médico como tínhamos em 2012. Nomeações de nossos colegas médicos", disse a doutora.
Os médicos apontam que entre os anos 2012 e 2026, o salário base sofreu uma profunda perda de seu poder aquisitivo, ao passar de representar 2,8 salários mínimos para apenas 1,5 salários mínimos na atualidade.
Rosanna González apontou ainda que estão se organizando e a ideia é sair desde o ex Seminário Metropolitano, onde se concentram, até a sede da pasta de saúde.
"Veja que é difícil concentrar a categoria médica, porque estamos sempre em algum lugar, em algum hospital pulando de um lado para o outro. Mas hoje nos colocamos de acordo todos os médicos e eu acredito que nunca viram e esta é a primeira vez que vão ver esta concentração tão grande de médicos juntos", expressou a porta-voz de Sinamed.
"Hoje somos 11 mil médicos dos quais 9 mil são contratados e exigimos que todos os que tenham antiguidade de mais de quatro anos sejam nomeados", manifestou González, acrescentando que também demanda o pagamento em dobro por trabalhar feriados, algo "que nunca nós recebemos assim como nenhum outro benefício de horas extras nem trabalhar horário noturno nem bonificações nem nada".
"Neste momento o único que estamos pedindo é que nossos colegas que ficam na guardia nos dias feriados, 25 de dezembro, 1º de janeiro, Sexta-feira Santa, lhes paguem em dobro por trabalhar este feriado", precisou.
"Então, são quatro pontos que hoje nós temos como causas de greve, na realidade temos muito mais causas, mas elegemos estes quatro pontos que são os mais urgentes", acrescentou.
Afirmou além disso que este reajuste salarial "significa para a população que seja atrativo trabalhar no Ministério da Saúde porque muitos colegas hoje já não podem nem se deslocar para seus lugares de trabalho".
"Há que entender levar em conta que a maior parte dos médicos vivemos ou vivem longe de seus lugares de trabalho e o deslocamento de 200, 400, inclusive 500 quilômetros até chegar ao local significa muito gasto em combustível, de carro, manutenção, pedágios, inclusive pagar em balsas pagando G. 200.000 ida e volta só pela balsa para ter que chegar, e é insustentável", exclamou a doutora.
"Não é mais que bom estamos ganhando dinheiro ou mantendo nossa família, senão que já se torna insustentável e a população perde porque ao renunciar a estes lugares, os lugares novamente distantes ficam sem médicos", aprofundou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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