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Saúde

Greve Nacional de Médicos inicia e garantem serviço nas Urgências

Protesto durará até sexta-feira com concentração de até 5 mil profissionais frente ao Ministério da Saúde

24/08/2026 13:46 3 min lectura 19 visualizações

Chegou o dia. Conforme anunciaram desde 12 de junho e após quatro reuniões tripartites sem resultados, desde hoje e até sexta-feira será realizada a Greve Nacional de Médicos.

Os organizadores da medida de força esperam a presença de entre 3 mil e 5 mil trabalhadores de branco frente ao Ministério da Saúde.

Os organizadores aguardam que a maior quantidade possível, dos 11 mil médicos com os quais conta o sistema de saúde pública, possa aderir à medida. O primeiro ponto de concentração será no Seminário Metropolitano, a partir das 06:00 da manhã. Os manifestantes têm previsto sair do seminário e iniciar a mobilização frente à sede central do Ministério da Saúde Pública (MSP) às 08:00.

Após realizar um comício na sede ministerial, onde farão ênfase em suas reivindicações, também solicitarão reunir-se com a ministra da Saúde Pública, dra. María Teresa Barán.

Também será exibido um trabalho audiovisual denominado O hospital mais esquecido do Paraguai, que mostrará a realidade dos centros de assistência no país.

A jornada continuará com a marcha pelas ruas de Assunção até chegar ao Ministério da Economia e Finanças (MEF), onde esperam chegar por volta das 10:30.

Na pasta de Economia e Finanças solicitarão a reunião com o titular dessa instituição.

No mesmo local voltarão a realizar discursos e palavras de ordem, além de apresentar a declaração de assembleia permanente.

Uma vez finalizada a primeira jornada, por volta das 13:00 e reunidos em assembleia, os manifestantes retornarão ao Seminário Metropolitano.

Posteriormente, os médicos decidirão se a greve durará o tempo previsto ou terá uma extensão indefinida.

Embora o protesto tenha como ponto central a capital do país, nos hospitais dos demais departamentos também serão realizadas ações para fazer ouvir os reclamos.

Durante as jornadas de protesto, que inicialmente serão de uma semana, não haverá atendimento nas consultas ambulatórios nem tampoco haveria cirurgias programadas.

Sim estão garantidos os serviços em diversas urgências e emergências, além dos destinados aos distintos pacientes oncológicos, entre outros.

Por outro lado, em comunicado divulgado ontem, o Instituto de Previsão Social (IPS) informou que os serviços da previdencial funcionarão com normalidade.

A previdencial mantém como prioridade o atendimento a seus segurados e a continuidade de seus serviços em hospitais, clínicas, unidades sanitárias e demais dependências, garantindo o normal desenvolvimento das consultas, estudos, cirurgias, internações e demais prestações programadas.

REIVINDICAÇÕES. Os médicos vêm reclamando o reajuste salarial que não recebem há 14 anos.

Com base no cálculo do custo de vida desde 2012 até agora, segundo seus cálculos, devem receber por mês cerca de G. 8.000.000 por vínculo. Atualmente recebem quase G. 5.000.000.

Reclamam também o pagamento em dobro por dias feriados e a desprecarização. Dos 11 mil médicos de Saúde Pública, 9 mil são contratados. Vários deles com 10 anos de antiguidade nesse regime.

Também reclamam a melhoria nas condições laborais dentro dos hospitais onde lhes cabe cumprir sua função cada dia.

Os testemunhos dos trabalhadores da saúde detalham a falta de insumos e medicamentos na área de Urgências. Isso obriga os parentes de familiares a gastos importantes.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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