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Internacional

Ceferin descarta ser candidato à FIFA e reitera sua posição sobre Infantino

24/08/2026 15:30 3 min lectura 39 visualizações

Aleksander Ceferin fez essas declarações em uma entrevista concedida ao podcast The Rest is Politics, no qual também abordou com o ex-político britânico Alastair Campbell questões como a concessão do 'Prêmio da Paz' da FIFA ao presidente americano, Donald Trump.

Embora o esloveno, de 58 anos, seja considerado por alguns como o candidato ideal para impedir que Gianni Infantino obtenha um quarto mandato nas eleições previstas para março, sua posição a respeito é firme e definitiva.

Razões para não ser candidato

"Não me interessa por duas razões. Uma é que amo a UEFA e adoro trabalhar aqui, e acho que, em um certo momento, também é hora de desfrutar um pouco da vida", afirmou Ceferin.

A segunda razão está vinculada à sua credibilidade: "É muito, muito maior se não estou interessado nesse cargo", argumentou o presidente da UEFA.

Postura da UEFA frente a Infantino

A UEFA, com Ceferin à frente, foi uma das primeiras confederações que retirou seu apoio a Infantino após sua tentativa de privatizar competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo masculina e feminina. Por essa razão, o organismo europeu mantém um boicote sobre esses e outros eventos.

Com essa decisão, abriu-se um debate sobre um candidato que era considerado praticamente intocável até então. Ceferin reconhece que não mantém comunicação com Infantino desde o início dessa crise no futebol mundial.

Possíveis cenários até março

"As coisas mudam a cada dia. Há conversas diferentes todos os dias. Não falei com ele. Mas há duas opções", apontou Ceferin, referindo-se aos passos que acredita que Infantino pode dar até a celebração do Congresso da FIFA no Marrocos dentro de seis meses.

O presidente da UEFA confia, em primeiro lugar, que Infantino se dará conta "de que não conta com apoio suficiente", referindo-se não apenas ao apoio político de quem vota, mas ao respeito da comunidade do futebol, torcedores, jogadores, ex-jogadores e treinadores.

A outra opção, segundo Ceferin, é que Infantino se apresente às eleições de março: "mas, nesse caso, acho que terá um candidato contra ele. Ainda não sei quem", garantiu.

Críticas aos argumentos da FIFA

Ceferin também rejeitou a narrativa que aparentemente adotou Infantino e a FIFA, segundo a qual a UEFA atua em benefício das federações e clubes mais poderosos do mundo.

"O que ouço é que eles (a FIFA) recorrem ao argumento de que 'a arrogante Europa está contra nós', que 'Eles têm dinheiro suficiente, mas eu ajudo os pequenos e pobres', e coisas do tipo", expressou o esloveno.

Lembrou a Infantino que ele também é europeu, de origem suíça, e que foi respaldado pela UEFA para chegar à presidência da FIFA, algo que lamenta "ter esquecido".

Decisões sem consulta prévia

Ceferin também apontou que ninguém foi informado previamente sobre os planos de incorporar financiamento privado às competições da FIFA, que qualificou de "pior até que a Superliga", assim como sobre a concessão do prêmio a Trump.

"Fiquei sabendo desse assunto, se posso dizer diplomaticamente, através da mídia, e é um prêmio bastante estranho", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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