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Internacional

Ceferin descarta ser candidato à FIFA e volta a pedir a demissão de Infantino

24/08/2026 14:15 3 min lectura 46 visualizações

Ceferin fez essas declarações em uma entrevista concedida ao podcast 'The Rest is Politics', no qual também abordou com o ex-político britânico Alastair Campbell questões como a concessão do 'Prêmio da Paz' da FIFA ao presidente estadunidense, Donald Trump.

Embora o esloveno, de 58 anos, seja visto por alguns como o candidato ideal para evitar que Infantino obtenha um quarto mandato nas eleições previstas para março próximo, sua posição a respeito é firme.

"Não me interessa por duas razões. Uma é que amo a UEFA e me encanta trabalhar aqui, e acho que, em certo momento, também é hora de desfrutar um pouco da vida", coloca Ceferin.

E a segunda razão tem a ver com sua 'credibilidade': "É muito, muito maior se não estou interessado nesse cargo", argumentou.

A UEFA, com Ceferin à frente, foi uma das primeiras confederações que retirou seu apoio a Infantino após sua tentativa de privatizar competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo masculina e feminina, motivo pelo qual o organismo europeu ainda mantém um boicote sobre esses e outros eventos.

Com essa decisão, abriu um debate sobre um candidato considerado intocável até então, com quem, reconhece, não conversou desde o início dessa crise no futebol mundial.

"As coisas mudam a cada dia. A cada dia há conversas diferentes. Não conversei com ele. Mas há duas opções", avança Ceferin, em referência aos passos que acredita que Infantino pode dar até a celebração do Congresso da FIFA no Marrocos dentro de seis meses.

O presidente da UEFA confia, em primeiro lugar, em que ele perceberá "que não conta com apoio suficiente", e não se refere apenas ao apoio político de quem vota, "mas ao apoio da comunidade futebolística, dos aficionados, dos jogadores, dos ex-jogadores e dos técnicos".

A outra opção, aponta, é que se apresente às eleições de março: "mas, nesse caso, acredito que terá um candidato em sua contra. Ainda não sei quem", assegurou.

Ceferin também rejeitou a ideia, aparentemente assumida por Infantino e pela FIFA, de que a UEFA atua em benefício de algumas das federações e clubes mais poderosos do mundo.

"O que ouço é que eles (a FIFA) recorrem ao argumento de que 'a arrogante Europa está contra nós', que 'Eles têm dinheiro suficiente, mas eu ajudo os pequenos e pobres', e coisas assim", argumenta o esloveno.

A esse respeito, lembra a Infantino que ele também é europeu (suíço) e foi apoiado pela UEFA para chegar à presidência da FIFA, algo que, lamenta, "esqueceu".

Também denuncia que ninguém foi informado previamente sobre os planos de incorporar financiamento privado às competições da FIFA, que qualificou de "pior ainda que a Superliga", assim como sobre a concessão do citado prêmio a Trump.

"Fiquei sabendo desse assunto, se posso dizer diplomaticamente, através da mídia, e é um prêmio bastante estranho", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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