Expõem suposta "máfia municipal" com dinheiro de eventos internacionais
O ativista e candidato a vereador de Assunção pela Aliança Unidos por Assunção Mauricio Maluff denunciou a existência de uma presunta "máfia dos eventos internacionais" no país, devido a que estes concertos geram bilhões em imposto sobre entradas que não estão ingressando na Municipalidade capitalina.
Maluff havia solicitado pedido de informação sobre os fundos arrecadados nos eventos realizados nos últimos anos. Finalmente, a Comuna respondeu ao pedido, permitindo que o ativista constatasse vários dados chamativos como faltantes importantes de dinheiro.
"Em cada repartição da Municipalidade de Assunção parece que há uma máfia dos eventos. Há tempo que venimos denunciando que o dinheiro dos grandes eventos públicos não está entrando na Municipalidade de Assunção. Para onde esse dinheiro está indo? Conseguimos que o Município respondesse meu pedido de informação, mas com sua resposta parece que falta mais dinheiro ainda do que eu pensava", expressou através de um vídeo publicado em suas redes sociais.
Igualmente, Maluff mencionou que no ano de 2025 a Municipalidade arrecadou quatro vezes mais por concerto do que arrecadaram no ano de 2023.
"Justamente no ano de 2023, em que o interventor tirou Nenecho. Será que o interventor era tão competente que fez que se vendessem quatro vezes mais ingressos em Assunção esse ano? Vamos insistir para que nos deem todos esses dados, porque é o que não merecemos como assuncenos", enfatizou.
Recordou que nestes eventos massivos houve um artista internacional, razão pela qual se reduz o imposto de 15% a 7,5%.
"Vamos olhar um pouco o que nos mandaram, aqui está segundo eles a lista de eventos de 2023. Agora, com esses dados faremos o mesmo cálculo para 2025 que fizemos da última vez. Vamos ver o que acontece com o ingresso mais barato que há e assumamos que em todos estes eventos houve um artista nacional, então reduzimos o imposto de 15% a 7,5%, só que desta vez vamos ser ainda mais generosos".
Reportou que a Comuna indicou que se arrecadou G. 2.500, sendo que se arrecadou G. 5.000 milhões, sendo assim uma diferença de G. 5.000 milhões.
"Vamos assumir que somente metade dos ingressos foi vendida em cada evento. Mesmo assim, deveriam ter arrecadado G. 7.500 milhões, muito mais do que os G. 2.500 que eles reportam", referiu.
Finalmente, frisou que com esse montante de dinheiro podem-se consertar as ruas, como também pagar o salário aos funcionários.
"Uns G. 5.000 milhões pode parecer pouco comparado com os G. 500.000 milhões que Nenecho fez desaparecer, mas é suficiente para pagar o salário de 1.600 pessoas ou para pavimentar esta rua em Sajonia que a Municipalidade diz que não tem dinheiro para pavimentar. E você, o que faria por sua cidade com G. 5.000 milhões?", finalizou.
O ativista sustentou que a ausência de dados públicos alimenta as suspeitas sobre a possível existência de esquemas de arrecadação paralela na Comuna capitalina.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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