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Economia

Economista descarta que o reajuste salarial infle preços

20/06/2026 11:01 2 min lectura 16 visualizações
Economista descarta que el ajuste salarial infle precios

O economista Rodrigo Ibarrola, pesquisador associado do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia (Cadep), considerou que o reajuste de 5% do salário mínimo legal (SML), que representa apenas 2,6% acima do índice de preços ao consumidor (IPC), não deveria causar impactos significativos em preços, emprego formal, competitividade ou investimento.

"Na minha opinião, não acredito que se cumpra nenhuma das premissas catastróficas que estiveram anunciando. Primeiro, foi uma questão simples; o aumento do salário mínimo não tem um efeito importante nem na transferência aos preços, nem no nível de emprego formal", reiterou.

Entre os argumentos mais comuns prevê-se que um incremento do salário mínimo impacte em um aumento generalizado de preços ou desemprego. A este respeito, destacou que não existe evidência empírica no país que respalde as teorias sobre impactos negativos significativos no emprego formal, nos preços ou na competitividade.

"Atualmente, os estudos mais recentes é o que dizem que não tem um impacto importante, é marginal, como a gente diz", explicou.

O economista apontou que diante de um incremento do salário mínimo, geralmente as empresas tendem a absorver reorganizando-se administrativamente, "aumentando a produtividade de seus trabalhadores, absorvendo custos, reduzindo marketing".

Crença. Ante as declarações de setores que alertaram sobre o impacto nos preços do reajuste salarial, o economista Ibarrola explicou que estas afirmações ou crenças estão assentadas entre os anos 70 e 90.

"Anteriormente, quando estávamos entre os 70 e os 90, havia uma crença de que se o salário aumentava, então aumentava o desemprego ou os preços. Assim, com o avanço foram melhorando a qualidade dos dados, a metodologia, e também os tipos de informação que se dispõem", apontou.

Se aumentam os impostos, é mais uma questão da indexação ao salário mínimo. "É a indexação o problema, não o salário mínimo", disse.

O economista explicou que o impacto da elevação do salário mínimo depende de vários fatores, entre eles a magnitude do aumento, o setor econômico afetado, o ciclo econômico vigente, a estrutura do mercado laboral e a informalidade, e a competição entre empresas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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