Médicos insistem em reajuste e greve segue de pé após tripartite
Os profissionais do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) ratificaram ontem que segue de pé a greve nacional prevista de 24 a 28 de agosto, após participarem de uma reunião tripartite no Ministério do Trabalho com o Ministério de Saúde Pública, lamentando a ausência do Ministério da Economia e Finanças (MEF) e na qual não se chegou a nenhum acordo especialmente quanto ao reajuste.
A presidenta do Sinamed, Rosanna González, afirmou que não houve uma resposta do Governo e que apenas se alegou que a Saúde não tem recursos. Acrescentou que "a greve está de pé" e anunciou uma turnê por todo o país para fortalecer a medida de força.
Entre os principais reclamos, a dirigente mencionou a contratação de mais médicos para reforçar os hospitais, o fornecimento de insumos básicos para o atendimento de urgências, o reajuste salarial e a nomeação de profissionais contratados. Sobre este último ponto, indicou que de los 11.000 médicos do Ministério da Saúde, aproximadamente 9.000 continuam sob contratos temporários.
A única contraproposta é nomear 2.000 médicos.
Quanto ao salário, González sustentou que a categoria não pede um aumento, mas sim recuperar o poder de compra que tinha em 2012. "O único que estamos exigindo não é que nos aumentem, que nos reajustem o salário. Estamos pedindo que ganhemos o mesmo que ganhávamos em 2012", expressou. Também insistiu que os médicos recebam o pagamento em dobro por trabalhar em dias feriados, conforme a legislação vigente, mas também se recusaram.
Os médicos participaram da tripartite propondo de onde tirar o orçamento para a reivindicação sem ter que prejudicar nenhum setor. Lamentaram que o MEF não se apresentasse.
Devido a isso, será convocada uma nova tripartite para o próximo sexta-feira 14 de agosto. Igualmente, os médicos se reunirão em assembleia nesta sexta-feira 7 de julho.
Por sua parte, a ministra da Saúde, Teresa Barán, sinalizou mais cedo que a resposta ao pedido salarial depende do Ministério da Economia e lembrou que o Governo já implementou medidas em benefício do setor médico. "Nós entendemos e sabemos claramente que todos queremos ganhar mais, apenas temos que procurar quais vão ser os mecanismos", afirmou, ao destacar a redução da carga horária dos vínculos trabalhistas.
Acrescentou que o Executivo deve atender as demandas de todos os setores do sistema de saúde e que qualquer reajuste dependerá da disponibilidade orçamentária. "Temos que estabelecer uma mesa de trabalho, temos que ser honestos e sinceros se temos o orçamento".
74% é o reajuste salarial que exige a categoria após perder poder de compra desde o ano 2012.
3.000.000 de guaranis é o montante do reajuste solicitado por cada médico do setor público.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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