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Economia

A indústria modera a pressão de compra e se abastece dos confinamentos, mas os preços seguem firmes

05/08/2026 02:45 3 min lectura 33 visualizações

O mercado de gado gordo para exportação atravessa uma fase de maior estabilidade, após várias semanas marcadas por uma intensa competição entre as indústrias para conseguir hacienda.

O levantamento de Valor Agro mostra que a oferta continua sendo escassa, embora as plantas frigoríficas tenham começado a moderar a pressão compradora ao assumir que uma maior disputa pelo preço não necessariamente se traduz em uma maior disponibilidade de animais.

Neste contexto, a base do mercado se consolida em torno de US$ 5,10 por quilo carcaça para os machos, mas com o grosso dos negócios que se fecham entre US$ 5,25 a US$ 5,35 pela carne, dependendo do tipo de hacienda, qualidade e procedência.

Enquanto isso, a referência para as vacas se situa em torno de US$ 4,95 por quilo carcaça.

Segundo a informação a que teve acesso Valor Agro, mais que uma mudança de tendência, o que se observa no mercado é uma mudança de estratégia por parte da indústria. Após várias semanas de forte competição pela hacienda, as plantas parecem ter aceitado que a disponibilidade continua sendo limitada e que elevar as ofertas não garante conseguir mais gado.

Embora algumas plantas estejam dispostas a disputar com intensidade durante alguns dias mais até cumprir com compromissos kosher, essa realidade levou a um cenário geral de maior tranquilidade na negociação, ainda que sem modificar o nível de firmeza que apresenta o mercado.

A esta realidade se soma outro fator que começa a ter incidência na operativa industrial. Várias plantas começaram a incrementar a participação do gado proveniente de seus próprios confinamentos ou de sistemas previamente programados, com o objetivo de complementar a escassa oferta disponível no mercado.

Esta estratégia lhes permite sustentar o ritmo de abate e cumprir com os compromissos de exportação, especialmente até a finalização das turmas kosher, sem depender exclusivamente de uma oferta que continua sendo muito limitada.

Do lado da produção, a postura também permanece firme. A evolução da taxa de câmbio tem gerado uma maior exigência por parte dos produtores, que buscam compensar esse efeito com melhores valores pela sua hacienda.

Essa situação mantém uma diferença de expectativas entre vendedores e indústrias, enquanto a escassa oferta continua sendo o principal fator que sustenta os preços.

O mercado, portanto, se encontra em um delicado equilíbrio: a indústria tenta administrar suas necessidades de abate recorrendo em maior medida aos animais de confinamento, enquanto os produtores mantêm uma posição firme respaldados por uma disponibilidade reduzida de gado terminado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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