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Educação

Docentes levantam temporariamente medida de força e retornam às aulas

Organizações que rejeitaram acordo de 5% mantêm negociações em dois frentes com o governo

17/09/2026 19:45 2 min lectura 509 visualizações

Blanca Ávalos, da OTEP-SN, explicou que a decisão permitirá continuar as negociações em dois frentes: com o Ministério da Educação e Ciências (MEC) para discutir a sobrecarga laboral, e com a Comissão Bicameral de Orçamento, para abordar os recursos destinados ao setor.

As organizações, como a OTEP-SN, OTEP-A, UNE e MAS-MP que rejeitaram o acordo, não assinaram nenhum documento com o Poder Executivo, mas sinalizaram que a abertura mostrada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF) permitiu chegar a um entendimento.

"Declaramos um quarto intermediário para prosseguir em dois âmbitos", disse a dirigente, que confirmou que as aulas retomam amanhã.

A medida ocorreu após a mobilização realizada pelos docentes que rejeitaram o acordo por um reajuste de 5% em lugar dos 8% que assinaram outros sindicatos como a FEP.

O grupo marchou desde a praça Batalhão 40 até o Ministério da Economia e Finanças, na avenida Mariscal López, reclamando um ajuste salarial de 8%, maior orçamento e melhores condições para garantir uma educação gratuita e de qualidade.

Durante a mobilização, cerca de 500 docentes participaram da marcha e expressaram sua rejeição ao acordo assinado por outras organizações. No Alto Paraguai, Concepción e outros pontos houve acatamento massivo, inclusive se somaram docentes da FEP, organização que chegou a um acordo com o Governo.

O bloco que foi à greve questionou o acordo que contempla um reajuste salarial de 5% acumulado para 2027. A diferença entre as organizações como a FEP e APE centrou-se em que os sindicatos que mantiveram o protesto consideram insuficiente concentrar a negociação no salário e reclamam também recursos para infraestrutura, educação inclusiva, materiais e melhores condições laborais.

Na capital, muitas escolas como a Asunción Escalada, Presidente Franco e o Colégio Nacional da Capital encontravam-se com as salas de aula vazias.

Por sua parte, os sindicatos que assinaram o acordo foram a FEP, APE, ADP e Adofep. O documento contempla o reajuste salarial de 5% e outros compromissos, como uma mesa de trabalho para a carreira do educador e a revisão de programas educativos.

Com o quarto intermediário, os sindicatos que haviam iniciado o protesto retomam as aulas, mas mantêm abertas as negociações sobre suas reivindicações educativas e orçamentárias.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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