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Economia

Dívida pública do Paraguai atinge USD 21.790,8 milhões em maio

04/07/2026 12:00 3 min lectura 10 visualizações
Deuda pública de Paraguay alcanza USD 21.790,8 millones en mayo

Situação atual da dívida pública

A dívida pública total do Paraguai registrou um leve crescimento mensal durante maio. No entanto, ao avaliar o avanço interanual — comparando os primeiros cinco meses de 2026 com o mesmo período de 2025 — continua-se observando um aumento significativo que já alcança os USD 2.763,8 milhões, equivalentes a uma alta de 14,5%.

Segundo dados preliminares do Ministério da Economia e Finanças (MEF), o endividamento em maio chegou a USD 21.790,8 milhões, o que representa 36,2% do produto interno bruto (PIB) e um incremento mensal de USD 9,6 milhões em relação a abril.

Composição da dívida

Quanto à estrutura do endividamento, 87,5% corresponde às entidades da Administração Central, com USD 19.088,4 milhões, situando-se em 31,7% do PIB.

Respeito às fontes de financiamento, 83,8% das dívidas provém de compromissos com organismos externos e internacionais, totalizando USD 18.263,0 milhões. Observa-se uma retração de USD 62,6 milhões em tal endividamento externo, comportamento similar ao registrado em maio de 2025.

Composição por moeda

70% das obrigações públicas encontram-se em moeda estadunidense, com USD 15.380,9 milhões, seguidas por dívidas em guaranis, que somam USD 5.944,1 milhões. Embora a dependência em dólares tenha se reduzido, especialistas apontam que essa concentração representa uma exposição ante possíveis pressões cambiais.

Perspectivas e análise de especialistas

Apesar de o Governo sustentar que se mantém um nível "razoável" ou "manejável" de endividamento, persiste preocupação ante o crescimento sustentado no pagamento de juros e seu impacto na margem fiscal a longo prazo. Especialistas concordam que o nível ainda não constitui um risco iminente, mas advertem que a expansão poderia limitar os investimentos futuros.

"Ao te endividar, somas mais juros, cada vez mais gastos, e outra vez tens que te endividar mais. É um ciclo não muito favorável ou pelo menos não é sustentável a longo prazo porque esses juros vão tirar muito espaço dos investimentos genuínos", afirmou Martha Coronel, economista da Consultora Mentu.

Coronel ressaltou a necessidade de avaliar a capacidade de pagamento futura do país e apontar para gerar maiores receitas mediante o incremento do PIB e da produtividade. Enfatizou também em trabalhar na melhoria da qualidade do gasto e inclusive na busca de uma reforma fiscal, através do uso eficiente e inteligente dos recursos públicos, da criação de mais empregos e do incremento da formalização.

Análise adicional

Por sua parte, Humberto Colmán, economista-chefe em Desenvolvimento em Democracia, considera que a dívida ainda pode ser considerada sustentável, mas adverte sobre um espaço cada vez mais reduzido devido ao incremento dos juros, que já representam cerca de 2% do PIB.

Colmán apontou também que um dos problemas centrais é o aumento do gasto rígido, explicado pelos salários, transferências, aposentadorias e juros, gerando uma menor margem fiscal para desenvolver investimentos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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