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Economia

Mercado de campos no NEA e NOA argentino apresenta "alta demanda" e relação pecuária "muito atrativa"

Investidores paraguaios encontram oportunidades em regiões vizinhas com preços competitivos e pecuária em expansão

18/08/2026 12:45 3 min lectura 34 visualizações

O mercado de campos no norte argentino atravessa um momento de maior dinamismo, com uma demanda ativa, valores de terra que se mantêm competitivos e uma pecuária que atravessa uma conjuntura favorável.

Para os investidores paraguaios, especialmente aqueles vinculados à produção pecuária, o NEA e o NOA aparecem como regiões próximas, conhecidas e com características produtivas comparáveis a várias zonas do país, explicou Nelson Ratch Wetsel, integrante de Conte Bienes Raíces e responsável de negócios nas regiões do NEA e NOA, durante uma entrevista com Valor Agro no marco da Expo Rural de Corrientes.

Segundo o especialista, atualmente o mercado está sendo sustentado principalmente por produtores argentinos que buscam ampliar escala, relocalizar suas operações ou aproveitar uma relação favorável entre o valor do rebanho e o preço da terra. Porém, também existem expectativas de uma maior chegada de capital estrangeiro.

"O maior investidor argentino é o produtor. O produtor é aquele que compra campos para se expandir, para se relocalizar, para fazer uma venda e reposição", explicou Ratch Wetsel.

Um dos principais atrativos do norte argentino está no preço da hectare. Ratch Wetsel sustentou que o NEA ainda apresenta valores baixos frente a outras regiões produtivas, algo que pode representar uma oportunidade para produtores e investidores de países vizinhos.

"Temos uma hectare muito barata. E os preços da pecuária estão em alta. No que diz respeito ao NEA, preços baixos e pecuária em alta é um muito bom resultado para os campos e para o produtor", assinalou.

Como referência, indicou que no norte de Santa Fé podem ser encontrados campos mistos pecuários ao redor de US$ 700 por hectare.

Em Corrientes, os valores partem aproximadamente de US$ 750 por hectare, enquanto que em zonas pecuárias mais demandadas, como Sauce, Curuzú Cuatiá e Mercedes, as referências podem ser situadas entre US$ 1.200 e US$ 1.500 por hectare.

Em Chaco, particularmente em zonas como San Martín, existem campos mistos com referências de US$ 800 a US$ 900 por hectare.

Para um produtor paraguaio, estas cifras permitem começar a comparar o custo de entrada a distintas regiões pecuárias, especialmente considerando a proximidade geográfica e as similaridades produtivas entre ambos os países.

Uma relação favorável entre rebanho e hectare

Outro dos fatores que está dinamizando o negócio é a relação entre o preço do gado e o valor da terra.

Com um rebanho que alcançou níveis elevados em dólares e campos cujos preços não acompanharam na mesma proporção, o produtor encontra hoje melhores condições para transformar capital pecuário em superfície. "A relação rebanho-hectare é muito boa e isto é o que faz com que o produtor queira se expandir", conforme indicado pelo especialista durante a entrevista.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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