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Tecnologia

Uma nova era de previsões: Do polvo Paul à chegada da IA

14/06/2026 13:45 3 min lectura 7 visualizações
Nueva era de predicciones: Del pulpo Paul a la llegada de la IA

Paul, aquele polvo que acertou com sucesso onze dos treze vencedores na Eurocopa de 2008 e na Copa do Mundo de 2010, é uma curiosidade do passado. Fazia suas previsões ao escolher entre duas caixas de acrílico identificadas com as bandeiras dos contendentes e com um pedaço de amêijoa ou mexilhão em seu interior.

MÉTODO MAIS CIENTÍFICO. Superado aquele momento, os prompts se apresentam como um método mais científico para determinar a seleção vencedora da próxima Copa do Mundo, mas os diferentes modelos, a forma de treinar as múltiplas inteligências existentes e outras considerações determinam o resultado final.

Em resumo, os favoritos — Espanha, França, Argentina, Brasil e Alemanha — diferem muito pouco do que apontam os especialistas. Porém, existe uma exceção: a previsão de Joachim Klement, um matemático alemão que previu as vitórias da Alemanha, França e Argentina nas Copas do Mundo de 2014, 2018 e 2022, respectivamente, e que agora aposta em um triunfo da Holanda.

A holding de mídia estadunidense USA Today utilizou o Copilot (Microsoft) para suas previsões, que determinaram que a vitória seria para a França, que venceria na final o Brasil (3-2). Espanha seria terceira ao derrotar Marrocos na disputa pelo terceiro lugar (2-1).

Sete agentes de IA consultados pela Decrypt, empresa de mídia e estúdio criativo de nova geração, situam como máximos favoritos à vitória as seleções de Espanha e Argentina.

FAVORITOS. Os espanhóis são os favoritos para a inteligência artificial Opus 4.8 Max da Anthropic (20%), para GPT-5.5 da OpenAI (18%), para Stepfun (33%) e para Nemotron 3 Ultra, uma IA da Nvidia (18-22%). Os argentinos o são para DeepSeek (18%), para MiniMax (18%) e para Qwen 3.5 da chinesa Alibaba (22%).

Enquanto isso, um renomado analista de dados, Frank Andrade (Artificial Corner), utilizou também o Claude para determinar qual equipe seria a vencedora. Em seu caso, alimentou a IA com os resultados de quase 50 mil partidas, dando preeminência aos encontros dos últimos anos, e utilizou além disso um sistema ELO, similar ao que se usa no xadrez (menos pontos se você vence rivais de menor categoria).

Em seu resultado, Espanha também seria o máximo favorito (27%), à frente da Argentina (21%). Nas semifinais se ficariam França e Inglaterra.

Os modelos de IA utilizados pela consultora Hubler dão como favorito a França em dois dos três casos. Nos estudos com GPT-4.1 e com Claude Sonnet 4.5, os de Didier Deschamps venceriam na final a Argentina (Espanha e Brasil seriam semifinalistas).

No terceiro caso, o vencedor seria a Alemanha, ainda que com um sistema diferente: um motor estatístico que simula os partidas milhares de vezes. Os alemães venceriam na final o Brasil; Espanha e Argentina se ficariam nas semifinais.

UM SUPERCOMPUTADOR. Uma das empresas de estatísticas desportivas com mais renome, OPTA, também emitiu suas previsões. Em seu caso, utilizando um supercomputador, Espanha volta a sair campeã com 16,08% de chances, à frente de França (12,78), Inglaterra (11,01) e Argentina (10,02).

Para as casas de apostas convencionais, Espanha também é a favorita. Segundo dados publicados na Grã-Bretanha, os de De la Fuente (9/2) estão à frente nas apostas de França (5/1), Inglaterra (7/1), Brasil (8/1) e Argentina (9/1). Outra coisa será quando começar a rolar a bola.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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