Cuba amplia setores da economia ao capital privado
Ampliação de setores econômicos
Cuba anunciou a abertura de amplos setores da economia ao capital privado, incluindo postos de gasolina, farmácias e energias renováveis. O Parlamento aprovou um pacote de medidas a favor da economia de mercado em 18 de junho, reduzindo drasticamente o número de atividades que durante décadas estiveram proibidas para os capitais privados de origem cubana.
Os novos setores autorizados incluem o mercado de residências para idosos, terminais de passageiros e de carga, instalações portuárias, importação de veículos, energias renováveis, operações petrolíferas e de mineração sob certas condições, bem como banca e produção de açúcar.
Contexto da reforma econômica
Este anúncio marca um ponto de inflexão histórico para Cuba, cuja economia socialista de planejamento centralizado enfrenta uma profunda crise há vários anos. O Estado cubano continuará ocupando-se da saúde e da educação como pilares fundamentais, enquanto que no setor agrícola se manterá a propriedade estatal da terra com mudanças no usufruto. Com respeito à habitação, os cubanos poderão possuir duas casas na cidade.
Implementação das medidas
Segundo informou o primeiro-ministro Manuel Marrero ao Parlamento, das 176 medidas pró-mercado aprovadas em junho, 110 já estão em implementação e o restante começará a ser aplicado em setembro. O Governo concedeu autorizações a mais de 100 atores não estatais para comercializar combustível no atacado, e foi aprovado o primeiro negócio de investimento estrangeiro para a importação, distribuição e comercialização de combustível.
"Os resultados serão alcançados gradualmente e a partir de agora começa a etapa mais difícil, onde devemos garantir a aplicação efetiva das medidas", assinalou Marrero.
Perspectivas da reforma
Segundo o economista cubano Daniel Torralbas, algumas das atividades autorizadas continuarão estando fora do alcance financeiro do setor privado cubano local. Para investir em mineração, extração de petróleo ou produção de açúcar é necessário um capital significativo que a maioria das pequenas e médias empresas cubanas não possui.
Isso implica que muitos dos investimentos nos setores que se descriminalizam exigirão necessariamente capital estrangeiro. A abertura econômica representa uma mudança importante na estratégia do Governo para enfrentar os desafios econômicos que o país enfrenta.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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