Bloqueios sufocam o turismo na Bolívia
Os bloqueios que golpeiam a Bolívia há 40 dias reduziram drasticamente a atividade turística na zona andina do país, onde foram canceladas reservas em hospedagens e agências de viagens e fecharam restaurantes em locais como o famoso Mercado das Bruxas em La Paz, onde despencaram os rendimentos das pessoas na espera de visitantes que não chegam.
A tradicional via turística de La Paz apresentava ontem sábado alguns negócios abertos pela falta de turistas estrangeiros e nacionais em meio às reclamações dos comerciantes pelo prolongado conflito que impulsionam a Central Obrera Boliviana (COB) e sindicatos camponeses para pedir a renúncia do presidente Rodrigo Paz, com bloqueios concentrados sobretudo nas zonas andinas e central do território nacional.
PERDAS. As perdas para o turismo e a gastronomia no país somam aproximadamente 1.100 milhões de bolivianos (110 milhões de dólares), publicou esta semana o Ministério do Turismo Sustentável, enquanto a Câmara de Hotelaria de La Paz reportou um 65% de cancelamento de reservas e apenas um 18% de hospedagens.
No Mercado das Bruxas, os amuletos, as artesanias e os souvenires expostos esperam compradores que não se apresentam. Comerciantes, artesãs e operadores do turismo acreditam que 2026 será um ano praticamente perdido economicamente pelo impacto dos protestos, segundo disseram à EFE.
A comerciante aimará Justina López, de 82 anos, conta que há três semanas não há turistas estrangeiros naquele mercado.
"Estamos sofrendo muito. Não vem gente estrangeira, porque para ela é que nós vendemos", lamentou e acrescentou que não tem como pagar o aluguel do local, nem os impostos municipais.
A meia quadra do local, Tomas Luna abriu ontem sábado seu restaurante após duas semanas de mantê-lo fechado. Teve que retirar cinco de seus sete funcionários porque não tinha como pagar os salários. Andrés Rojas, operador de uma agência de turismo, contou que em 35 dias não teve nem um único cliente e sofreu o cancelamento de dez grupos de estrangeiros, sobretudo da Europa. EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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