Projeto de emergência sanitária do IPS será rejeitado por incompatibilidade normativa
O presidente da Câmara de Senadores, Basilio Núñez, antecipou que será rejeitado o projeto de declaração de emergência sanitária no Instituto de Previsão Social (IPS), iniciativa que se encontra atualmente em debate na Câmara Alta. Núñez acompanhou nesta quinta-feira o titular da previdenciária, o doutor Isaías Fretes, em um percurso pelo Hospital Regional de Benjamín Aceval, em Presidente Hayes.
Em conversa com a imprensa, Núñez explicou os motivos da rejeição prevista. "A lei de emergência aprovada na Câmara de Deputados colide com várias leis", afirmou, mencionando como exemplo a Lei de Contratações Públicas. Além disso, indicou que existe uma solicitação da própria instituição no sentido de que essa norma não seja aprovada.
O projeto já conta com a rejeição de três comissões consultivas: a de Fazenda e Orçamento; a de Contas e Controle da Administração Financeira do Estado; e a de Saúde Pública e Seguridade Social. Este parecer será elevado ao plenário do Senado e a tendência institucional é aceitar essa rejeição.
O senador enfatizou que as comissões contam com argumentos técnicos sólidos para fundamentar sua posição. Igualmente, indicou que se está considerando a aprovação do Orçamento de Gastos da Nação e os chamados sob administração do IPS, esperando que esses processos sejam mais efetivos e permitam, através da Direção Nacional de Contratações Públicas (DNCP), acelerar os procedimentos necessários.
Quanto à proposta de emissão de bônus para saldar as dívidas do IPS, que atualmente se encontra na Câmara de Deputados, Núñez indicou que tampouco será viável. Em seu lugar, propôs que se trabalhe em um calendário de pagamentos estruturado aos fornecedores da previdenciária.
Núñez recordou que em um período anterior, quando se desempenhava como deputado, foram aprovados 150 milhões de dólares sem que se conhecesse claramente o destino desses fundos. Por isso, considerou necessário implementar soluções programadas e sustentáveis. "Há que fazer um calendário e não soluções milagrosas", manifestou.
O presidente da Câmara de Senadores ressaltou que desde o IPS se está trabalhando em melhorias de arrecadações, gestões administrativas, gasto público e transparência institucional, ações que contribuirão para fortalecer a situação financeira da previdenciária.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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