Trump compartilha mensagem do Paquistão sobre possível pacto, mas Irã descarta assinatura no domingo
Trump publicou uma captura de tela da mensagem de Sharif, embora não tenha acrescentado nenhum comentário por sua parte. Este avanço iminente chega após o próprio Sharif confirmar nesta madrugada que já tinha sido alcançado um "texto definitivo e consensuado" entre Washington e Teerã.
"Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a provável finalização prevista para as próximas 24 horas, o Paquistão se prepara para a assinatura eletrônica do acordo de paz imediatamente após, seguida de conversações técnicas na próxima semana", afirmou Sharif na rede social X.
Porém, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Bagaei, afirmou, também neste sábado, que o memorando de entendimento com os Estados Unidos não será assinado no domingo, conforme anunciado pelo Paquistão, que funciona como mediador entre os dois rivais.
"Devemos esperar para conhecer a data exata da assinatura do memorando de entendimento; embora não seja amanhã, não se pode descartar que tenha lugar nos próximos dias", disse Bagaei em declarações colhidas pela agência oficial IRNA.
O diplomata enfatizou que o texto discutido "não é um acordo final" entre Irã e Estados Unidos, mas "um entendimento que esboça o marco geral da disputa e estabelece que a guerra terminará".
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abás Araqchí, afirmou ontem à noite que o acordo conta com duas partes: a primeira faz referência à liberação de ativos iranianos bloqueados no exterior, ao levantamento do bloqueio tanto estadunidense quanto iraniano do Estreito de Ormuz e ao fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano.
A segunda aborda a questão nuclear, que fica deixada para mais adiante e será discutida "em um período de 60 dias".
Apesar da aparente iminência da assinatura, nas últimas horas a marinha iraniana informou sobre um ataque a um navio que tentava cruzar o Estreito de Ormuz "sem permissão", enquanto os Estados Unidos denunciaram o lançamento de drones por parte de Teerã nesta passagem estratégica por onde transitava 20% do petróleo mundial antes do conflito.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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