Israel atacou mais de 70 objetivos do Hizbulá no Líbano no último dia
"Nas últimas 24 horas, foram atacadas mais de 70 infraestruturas terroristas do Hizbulá, incluindo lançadeiras e estruturas utilizadas pelo Hizbulá", conforme comunicado das Forças Armadas divulgado neste sábado.
O Exército informou ter matado também milicianos do grupo xiita nas posições onde operam as tropas no sul libanês.
O comunicado foi emitido horas após as forças armadas ordenarem a evacuação de cerca de vinte localidades na zona de Nabatieh, no sul do país levantino, em resposta a um lançamento de projéteis do Hizbulá que conseguiu cruzar para território israelense (e foi interceptado) no início deste sábado.
Segundo a emissora libanesa Al Mayadeen, Israel já estava bombardeando zonas do sul libanês, como bairros de Nabatieh, antes de emitir essas ordens de evacuação à população.
A Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN) informou que o administrador da localidade de Al Rayan, Ali Badi, morreu em um dos bombardeios israelenses contra a zona de Jezzine, uma das regiões mais atingidas pela nova onda de bombardeios iniciada nesta manhã.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelenses em todo o Líbano causaram a morte de mais de 3.700 pessoas e deixaram mais de 11.400 feridos desde que as hostilidades entre Israel e Hizbulá foram retomadas em 2 de março.
Além disso, outro cidadão libanês faleceu em um ataque aéreo contra a cidade de Kfar Remmam, de acordo com a ANN, que acrescentou que os caças israelenses também bombardearam a zona de Nabatieh al Fawqa.
Por sua vez, o Exército libanês, que não intervém na guerra, denunciou em comunicado que um drone israelense atacou um soldado enquanto se deslocava perto de um hospital em Nabatieh e, posteriormente, voltou a apontar contra o militar, "o que provocou que ficasse gravemente ferido".
O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, garantiu na sexta-feira que o Exército não abandonará o sul libanês invadido.
No entanto, o memorando de entendimento que está sendo elaborado entre EUA e Irã, com mediação do Paquistão, implica o fim das hostilidades em todos os fronts, incluindo o libanês.
A violência, iniciada em 2 de março no marco da guerra de Irã, provocou desde então a morte de mais de 3.700 pessoas apenas no Líbano, segundo as autoridades do país mediterrâneo.
Fonte: EFE.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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