Chavismo e oposição venezuelana acordam iniciar diálogos sobre direitos políticos
Em um comunicado, o chefe negociador do chavismo, Jorge Rodríguez, informou sobre uma conversa telefônica com a líder do time opositor, Dinorah Figuera, durante a qual acordaram iniciar conversações sobre direitos e garantias políticas. Também contemplaram na agenda temas vinculados ao atendimento das vítimas do duplo terremoto de 24 de junho e ao fortalecimento da democracia.
Rodríguez, que além disso preside o Parlamento, sinalizou que o primeiro encontro presencial se realizará em Caracas a próxima semana, embora não tenha precisado a data exata nem a sede do encontro.
Processo de diálogo inclusivo
O funcionário caracterizou o processo como um diálogo político inclusivo e efetivo orientado ao benefício do país sul-americano. Indicou que durante a conversa compartilharam a composição das delegações de trabalho e estabeleceram uma agenda com metas claras e verificáveis.
A delegação do Governo venezuelano estará integrada pela ministra de Educação Universitária, Ana María Sanjuan; o primeiro vice-presidente do Parlamento, Pedro Infante; e os deputados América Pérez, Génesis Garvett e Jorge Arreaza.
Objetivos de ambas as partes
Desde o setor chavista, colocaram-se como objetivos o fortalecimento da democracia, o atendimento às consequências do terremoto e a busca pela cessação de sanções internacionais.
Por sua vez, a oposição sustentou que o processo busca promover a estabilidade, a democracia e a recuperação nacional. Dinorah Figuera, que retornou à Venezuela em junho após oito anos no exílio, enfatizou que este diálogo deve desenvolver-se com boa fé, transparência, objetivos claros e compromisso genuíno para alcançar acordos que conduzam à recuperação da democracia mediante eleições livres e justas.
Desde a AN 2015, o enfrentamos com seriedade e determinação, convencidos de que será julgado não por sua retórica, mas pelos resultados que logre para o povo venezuelano
A ex-deputada, que encabeça outros ex-legisladores que defendem a Assembleia Nacional eleita em 2015, sublinhou que o processo será avaliado em função dos resultados concretos que gere para a cidadania.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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