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Internacional

O que é o inédito estatus de membro associado proposto por Bruxelas ao Canadá?

18/09/2026 11:00 3 min lectura 15 visualizações

Bruxelas tem proposto a possibilidade de que o Canadá se torne um "membro associado" da União Europeia, um estatus sem precedentes gerado para aprofundar a cooperação em múltiplos frentes, mas cujas implicações concretas ainda devem ser definidas por ambas as partes.

O que significa esse conceito? Os tratados europeus não contemplam atualmente a categoria específica de "membro associado" colocada sobre a mesa por Bruxelas, embora sim estabeleçam as bases legais para construir alianças especiais com países terceiros.

Enquanto Von der Leyen foi parcimoniosa em detalhes sobre o significado desse estatus, Carney afirmou hoje que a nomenclatura exata do novo marco de colaboração "é uma questão que compete à Europa" e que "o que importa é o conteúdo".

O Canadá não poderia em nenhum caso se converter em membro de pleno direito da UE porque a normativa comunitária limita essa opção a países do continente.

Ottawa e a UE já contam com um tratado de livre comércio que se aplica de forma provisória desde 2017 – e não de forma plena porque alguns estados membros ainda não o ratificaram – e colaboram em iniciativas concretas em educação, pesquisa científica e indústria militar.

A UE, além disso, mantém "relações especiais" com países terceiros que vão além do comercial. Entre elas destacam-se a "quase-adesão" da Noruega ou Islândia, a ampla rede de acordos com a Suíça ou as diferentes alianças com Japão, México e Reino Unido.

A fórmula concreta que a UE pode oferecer a parceiros importantes que não podem se converter em Estados membros "se tornou o Santo Graal da integração europeia", disse à EFE a especialista Kristina Kausch, do centro de estudos German Marshall Fund.

O que poderia supor na prática? Carney apontou em seu discurso de hoje as medidas para facilitar o movimento de pessoas entre ambas as partes, ofereceu contribuições "em larga escala" ao abastecimento de gás e hidrogênio da UE, e apostou também em maior colaboração em desenvolvimento tecnológico, controle da inteligência artificial, matérias-primas estratégicas e defesa.

Essa associação ampliada "se centrará principalmente em âmbitos flexíveis e de baixa fricção que não requeiram modificações formais dos tratados", previu o analista do Centro de Política Europeia (EPC) Ian Hernández.

Em sua opinião, entre os desenvolvimentos mais imediatos poderiam ocorrer "a negociação de um Acordo de Livre Comércio Digital", ou a criação de marcos setoriais de fácil aplicação técnica.

"As novidades mais tangíveis se centrarão nos vínculos entre as pessoas e nas relações culturais, em particular mediante a incorporação do Canadá ao programa Erasmus+ e a facilitação dos sistemas de vistos de trabalho", assinalou à EFE o especialista do centro de estudos com sede em Bruxelas. EFE

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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