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Internacional

Retomada de hostilidades no Oriente Médio após interceptação de mísseis iranianos

29/07/2026 08:00 3 min lectura 36 visualizações

As hostilidades no Oriente Médio foram retomadas nesta quarta-feira quando o exército estadunidense reportou a interceptação de mísseis iranianos e o lançamento de uma operação conjunta com a Arábia Saudita contra milícias pró-iranianas no Iraque, o que provocou um aumento imediato nos preços do petróleo.

Operações militares coordenadas

O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) informou que "aviões de combate estadunidenses e sauditas atacaram sítios logísticos e de armamento no leste do Iraque" após vários dias de relativa calma na região.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou essas operações conjuntas, indicando que se dirigiram contra milícias leais ao Irã, acusadas de tentar ataques com drones contra instalações petrolíferas no leste do reino. Riad havia reportado incidentes similares na segunda-feira, instando o Iraque a impedir que seu território seja utilizado para operações contra o país.

O governo iraquiano anunciou a abertura de uma investigação sobre os fatos. A "Resistência Islâmica no Iraque", que agrupa organizações pró-iranianas, reportou através de um comunicado oficial a ocorrência de baixas e feridos nos ataques, bem como danos materiais em vários edifícios e propriedades.

Interceptação de mísseis

O Centcom confirmou ter "interceptado com sucesso" mísseis lançados pelo Irã no que descreveu como "uma tentativa de ataque contra as forças estadunidenses desdobradas no Oriente Médio", sem precisar a localização exata dos fatos.

Impacto nos mercados energéticos

O repunte das hostilidades gerou um aumento notável nos preços internacionais do petróleo. Por volta das 3h35 GMT, o barril de WTI estadunidense registrava uma alta de 4,00%, alcançando os 82,43 dólares, enquanto o crude Brent do mar do Norte ganhava 4,14%, chegando a 87,57 dólares.

Incidentes em vias marítimas estratégicas

Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, os Guardiões da Revolução reportaram ações contra três petroleiros que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz. Os navios teriam continuado sua rota após receberem advertências. Paralelamente, os huthis do Iêmen apoiados por Teerã informaram ter apontado para um petroleiro saudita no mar Vermelho, acusando o navio de ter "violado o bloqueio naval" imposto ao reino.

Contexto diplomático

O conflito entre o Irã e a coalizão de Estados Unidos e Israel se estendeu recentemente a novas frentes, incluindo a confrontação entre os huthis e a Arábia Saudita, que fornece apoio militar ao governo iemenita. Os Estados Unidos haviam suspendido suas operações desde o fim de semana passado.

Encontro entre Trump e Netanyahu

Na terça-feira, o presidente Trump recebeu o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em uma reunião qualificada de "positiva e construtiva" por ambas as partes. Netanyahu indicou que foi "uma das melhores conversas" mantidas com Trump, confirmando o objetivo comum de "assegurar que o Irã não obtenha armas nucleares".

A Casa Branca ratificou o caráter "positivo e construtivo" do encontro, que durou aproximadamente uma hora e meia. Este foi o primeiro encontro bilateral desde o início da atual escalada regional e o oitavo desde o retorno de Trump à presidência.

Israel, que participou da ofensiva conjunta com os Estados Unidos lançada em 28 de fevereiro sobre Teerã, não participou da última onda de confrontos registrada em julho. A visita do primeiro-ministro israelense ocorre no contexto de sua campanha para obter um novo mandato nas legislativas de 27 de outubro.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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