Espanha levanta ordens de evacuação após incêndios que afetaram 50 mil hectares
Mais de 44 mil pessoas retornam aos seus lares em Madrid e Ávila
Regresso de evacuados em Madrid e Ávila
Milhares de pessoas evacuadas pelos incêndios nos arredores de Madrid conseguiram retornar às suas casas, segundo informaram as autoridades espanholas. Na terça-feira à tarde, o governo levantou as ordens de evacuação de mais de uma dezena de localidades na região de Madrid e na província vizinha de Ávila, zonas que foram epicentro de incêndios que obrigaram ao desalojo de dezenas de milhares de habitantes.
A delegação do governo espanhol na região capitalina informou que 24 mil pessoas evacuadas retornaram às suas casas e outras 20 mil saíram do confinamento na Comunidade de Madrid. De acordo com o comunicado oficial, o retorno dos evacuados se desenvolveu sem incidentes.
Situação no terreno
No pior momento da crise, até 75 mil pessoas viram-se obrigadas a abandonar seus lares ou locais de férias. Na quarta-feira pela manhã, os arredores da localidade madrilena de Aldea del Fresno, cujos habitantes tinham conseguido retornar, permaneciam cobertos de fumaça com um forte odor de queimado.
As melhores condições meteorológicas registradas durante a noite, juntamente com o trabalho dos efetivos de bombeiros, contribuíram para diminuir a intensidade do fogo, o que facilitará o controle definitivo dos incêndios.
Desafios na contenção
Os ventos fortes e uma nova onda de calor que começou podem dificultar os esforços para extinguir os incêndios que nos dias recentes afetaram aproximadamente 77 mil hectares no país, superfície similar à da cidade de Nova York.
A maioria da área afetada corresponde a incêndios nos arredores de Madrid. O fogo em Ávila, localizado a oeste da capital, afetou cerca de 50 mil hectares e constitui o mais severo na história recente da Espanha. Adicionalmente, os bombeiros enfrentam outro incêndio em Castellón, no leste do país, onde as autoridades levantaram o confinamento decretado para habitantes de um município.
Perspectiva nacional
Com 207 mil hectares destruídas em todo o território espanhol desde janeiro, o ano de 2026 se aproxima do recorde de superfície queimada entre janeiro e julho em duas décadas de medições de satélite, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, indicou que os bombeiros estavam contendo o fogo e que o trabalho posterior se centraria em estabilizar e extinguir as chamas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.