Titular de Portos afirma que taxa de pedágio na hidrovia não terá aumento substancial
Após a adjudicação recente do manutenção da hidrovia Paraguai-Paraná por parte do governo argentino, continuam as análises sobre as tarifas de pedágio que serão aplicadas às embarcações paraguaias. Neste contexto, Julio César Vera, presidente da Associação Nacional de Navegação e Portos (ANNP), descartou que exista um incremento substancial nessas taxas.
Em uma entrevista com o programa "Assim são as coisas" do canal GEN e Universo 970/Nación Media, Vera explicou que o tramo Confluência e Santa Fé é o de maior relevância para o Paraguai dentro do percurso fluvial. A respeito desse segmento, indicou que a empresa Jan De Nul, vencedora da concessão, apresentou uma oferta equivalente à tarifa vigente. "Jan De Nul ofertou nesse mesmo tramo USD 1,30 por tonelada líquida de registro de carga (TNR)", apontou o funcionário.
Vera esclareceu que as cifras que poderia haver em outros tramos, como o que se estende desde Santa Fé em direção a Buenos Aires, correspondem a setores nos quais se aplicam valores distintos que ainda não são públicos. "Desde o Porto de Santa Fé em direção ao sul, ou seja o porto marítimo de Buenos Aires, ofertou seguramente algum outro valor, que eu ignoro, porque não creio que ninguém tenha visto ainda a oferta oficial de Jan De Nul, tampouco tem nada a ver com o que finalmente se insira no contrato com a Agência Nacional de Portos e Navegação (Anpyn)", destacou.
A respeito de especulações recentes sobre cifras mais elevadas, Vera questionou sua validade. "Qualquer cifra que esteja sendo manuseada, são cifras que partem de não sei que parâmetros", expressou, refutando assim os números que circulam sem sustento oficial.
Considerações sobre o tramo marítimo
O titular da ANNP reconheceu que o tramo marítimo poderia apresentar valores mais significativos, embora tenha esclarecido que esse segmento não é utilizado predominantemente por embarcações paraguaias. "Bem é verdade, nossas barcaças continuam águas abaixo em direção ao porto de Buenos Aires, já não existem muitos condimentos que se lhes possam carregar nossas barcaças, sim aos navios de ultramar que chegam até Santa Fé, eventualmente, sim se lhes carrega porque esses tramos são exclusivamente marítimos", explicou.
Previamente, a Câmara Paraguaia de Processadores de Oleaginosas e Cereais (Cappro) emitiu um pronunciamento no qual se levanta a necessidade de aplicar uma equação equilibrada entre a tarifa cobrada e o serviço efetivamente prestado na hidrovia.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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